
A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, afirmou que os ataques de 8 de janeiro de 2023 foram resultado de uma sequência de permissões a condutas ilícitas que, segundo ela, não foram contidas a tempo.
Em entrevista à Folha de São Paulo, publicada neste domingo (21), a ministra declarou que houve pessoas que “orquestraram” os atos e que sabiam exatamente o que estavam fazendo. Para ela, além da insatisfação de parte da população com as instituições, houve uma ação coordenada por trás dos ataques.
Atualmente, o STM analisa processos relacionados à possível perda de posto e patente de militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento nos atos de 8 de janeiro.
Maria Elizabeth ressaltou que o STM não julga os crimes relacionados ao episódio, mas avalia se militares condenados mantêm condições de permanecer nas Forças Armadas. A ministra também criticou a interpretação da Lei da Anistia no Brasil e afirmou que a falta de memória histórica contribuiu para novas tentativas de ruptura institucional.
Primeira mulher a integrar o STM, Maria Elizabeth Rocha foi indicada ao tribunal pelo presidente Lula (PT) em 2007 e atualmente preside a Corte militar.