A carga tributária no Brasil atingiu 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo prévia divulgada pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (10/4). O índice representa o maior nível da série histórica, iniciada em 2010, e supera o resultado de 2024, que foi de 32,22%.
De acordo com o levantamento, o aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento da economia e do emprego formal, o que elevou a arrecadação de tributos como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e as contribuições à Previdência Social. A elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também contribuiu para o avanço da carga tributária.
Por outro lado, houve recuo na participação de impostos sobre bens e serviços no PIB, tanto no âmbito federal quanto estadual. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal tributo estadual, registrou queda proporcional, apesar do aumento nominal da arrecadação.
Na divisão por esferas de governo, a carga tributária federal subiu para 21,6% do PIB, enquanto a participação dos estados caiu e a dos municípios apresentou leve alta, puxada principalmente pelo crescimento do ISS e do IPVA.
A prévia também aponta aumento na arrecadação de impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, além de contribuições sociais, refletindo a recuperação do mercado de trabalho e o avanço das importações.
O número oficial da carga tributária será divulgado pela Receita Federal apenas no segundo semestre.