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Prisão domiciliar de Bolsonaro acaba nos próximos dias; entenda

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Foto: Pablo Porciuncula/AFP.

No final de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar temporária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado. A prisão temporária tem duração de 90 dias, e deverá se encerrar em duas semanas, no dia 25 de junho.

A concessão do direito se deveu a problemas de saúde do ex-presidente, após ele ser diagnosticado com um quadro de broncopneumonia bacteriana e passar vários dias internado no hospital DF Star, em Brasília.

Moraes impôs condições a Bolsonaro para a prisão domiciliar, como uso de tornozeleira e proibição de uso de celular e redes sociais. O acesso de pessoas foi limitado a familiares e advogados, com controle sobre horários e sem contato com políticos.

Também são elaborados relatórios médicos semanais sobre o estado de saúde do ex-presidente. Segundo noticiado pelo jornal O Globo, o relatório mais recente, de sete dias atrás, mostraria que Bolsonaro estaria com recorrência “acima da média” de soluços nos últimos dias. A equipe médica decidiu manter “doses elevadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”.

Outro trecho do relatório diz: “O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito”.

Caso Moraes entenda que o custodiado tem condições físicas, Bolsonaro poderá ser reconduzido ao complexo da Papuda, em Brasília, ao final do período concedido para a domiciliar. O ministro deverá reavaliar em breve as condições do ex-presidente.

Segundo interlocutores ouvidos pela revista Veja, é provável que a defesa de Bolsonaro peça ao STF por uma prorrogação da prisão domiciliar.