A produtora Karina Ferreira da Gama, investigada por suspeita de desvio de recursos públicos para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve o celular apreendido durante operação da Polícia Civil de São Paulo realizada no dia 1º de junho. Segundo investigadores, ela se recusou a fornecer a senha do aparelho.
A ação foi conduzida pela 2ª Delegacia do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), após autorização da Justiça para cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo de investigados.
De acordo com a apuração, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG representada por Karina, é suspeito de utilizar parte de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para fins diferentes dos previstos. O acordo previa a instalação de pontos de internet em áreas periféricas da capital paulista.
A investigação aponta possíveis irregularidades na execução do contrato, incluindo suspeitas de superfaturamento, pagamentos antecipados sem comprovação de serviços, descumprimento de metas e inconsistências em notas fiscais apresentadas pela entidade.
Durante a operação, além do celular da produtora, agentes apreenderam documentos ligados ao instituto. Em um endereço associado ao ICB na Avenida Paulista, a polícia informou não ter localizado a organização, após funcionários do local relatarem que o cadastro da ONG havia sido encerrado.
Segundo o inquérito, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi, mas apenas parte da meta teria sido cumprida. A polícia também investiga repasses milionários realizados antes da entrega integral dos serviços contratados.
(*)Com informações do Metrópoles
