O pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos (PT), comentou a candidatura de dois militantes do Partido dos Trabalhadores na eleição indireta que vai escolher o novo governador do Amazonas. A chapa é formada por Daniel Fabiano Soares de Araújo e Dayane de Jesus Dias de Araújo.
Em entrevista, Ramos avaliou que a inscrição dos dois filiados é legítima dentro das regras do processo eleitoral. Segundo ele, por se tratar de uma eleição indireta, não há exigência de convenção partidária, bastando que o candidato seja filiado a um partido político e atenda aos critérios de elegibilidade previstos na legislação.
Apesar disso, o pré-candidato destacou que a participação da dupla ocorre de forma independente, sem respaldo formal do partido. “O presidente do PT disse que não há decisão de apoio a esses dois militantes, portanto a candidatura deles é uma candidatura avulsa”, explicou.
Ramos também ressaltou que, até o momento, o partido não definiu apoio a nenhuma das chapas que disputam o pleito, incluindo a liderada pelo governador interino Roberto Cidade (União Brasil). Diante desse cenário, ele afirmou que a posição da legenda ainda depende de deliberação interna.
O pré-candidato chamou atenção para o papel do diretório estadual do PT e, especialmente, do presidente da sigla, que também é deputado estadual, na definição do posicionamento da bancada durante a votação.
A eleição indireta será realizada no dia 4 de maio, pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), responsável por escolher, entre os candidatos inscritos, o nome que ocupará o governo estadual até 5 de janeiro de 2027.