O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) afirmou que a eventual rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal representaria um abalo institucional, mesmo reconhecendo que o Senado tem prerrogativa constitucional para barrar indicações presidenciais.
“Derrubar um ministro que preenche os requisitos seria um desserviço à democracia que nenhuma geração de senadores teve coragem de cometer”, diz a afirmação de Ramos nas redes sociais antes mesmo da votação que resultou na rejeição de Jorge Messias.

Para Ramos, Messias preenchia os requisitos de “notório saber jurídico” e “reputação ilibada”, e, por isso, uma rejeição não seria apenas uma derrota do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas um episódio que “mancharia a trajetória democrática” do país.
Com a decisão do Senado confirmando a rejeição, inclusive com votos de parlamentares da base governista, interpretados como traição política, aumenta a tensão na relação entre o governo Lula e os palamentares. Há quem diga que o presidente dever responder com a exoneração de indicados do baixo escalão do governo e até de ministros indicados pelos parlamentares considerados traidores.