A apresentadora Sabrina Sato usou as redes sociais neste sábado (20/6) para compartilhar uma reflexão sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e defender uma mudança na forma como a sociedade enxerga pessoas diagnosticadas com a condição.
Diagnosticada ainda na adolescência, Sabrina contou que conviveu durante anos com julgamentos e estereótipos que marcaram sua trajetória. Ao tornar pública sua experiência, ela levantou um debate que vai além do diagnóstico: a importância de compreender as pessoas sem reduzi-las a rótulos.
“Quando a banalização do TDAH cria rótulos, ela invisibiliza pessoas, convivências, valores e potenciais que não podem ser reduzidos a estereótipos. Está na hora de mudar esse olhar”, escreveu.
O perigo dos rótulos
No relato, Sabrina relembrou algumas das classificações que ouviu ao longo da vida, como “desatenta”, “esquecida”, “bagunceira” e “atrasada”. Segundo ela, essas definições surgiram muito antes de entender melhor seu diagnóstico e acabaram influenciando a forma como era percebida pelas pessoas ao seu redor.
A experiência da apresentadora evidencia um desafio enfrentado por muitas pessoas com TDAH: a tendência de associar características ou comportamentos à falta de interesse, responsabilidade ou esforço, sem considerar que podem estar relacionados a uma condição neurobiológica.
Diagnóstico não define identidade
Outro ponto destacado por Sabrina foi a diferença entre diagnóstico e identidade. Para ela, receber um diagnóstico pode ser importante para o autoconhecimento, para a busca de tratamento adequado e para a melhoria da qualidade de vida. No entanto, isso não significa que a condição deva limitar o potencial ou definir quem a pessoa é.
“Nomear ajuda a entender. Rotular limita. Hoje sei que não sou os rótulos que recebi ao longo da vida. Sou muito mais do que eles”, afirmou.
O que a história de Sabrina nos ensina?
O relato da apresentadora reforça a necessidade de tratar o TDAH com informação e empatia. Mais do que um conjunto de sintomas, o transtorno faz parte da experiência de milhões de pessoas que estudam, trabalham, constroem relações e desenvolvem talentos de diferentes formas.
A principal lição deixada por Sabrina é que compreender um diagnóstico pode ajudar a explicar desafios e comportamentos, mas não deve servir para definir o valor, a capacidade ou a identidade de ninguém. Afinal, por trás de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa com histórias, qualidades e potencialidades que vão muito além de qualquer rótulo.