
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse durante uma audiência no Senado que o Brasil não faz parte do grupo de nações consideradas amigáveis aos interesses dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. A declaração, nesta terça-feira (2/6), ocorre um dia após divulgação do relatório final do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre o sistema de pagamentos Pix, que propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil.
Rubio descreveu o cenário atual da América do Sul e disse: “Agora temos neste hemisfério uma coalizão de países amigos, mais de uma dezena, que se alinharam para trabalhar não apenas nas questões de segurança que todos temos em comum, mas também na prosperidade econômica, que andam de mãos dadas”.
“É uma história impressionante a de que, basicamente, com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que continua com alguns desafios, e claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral e, em certa medida, também do atual governo da Colômbia, ou pelo menos de seu presidente, que tem sido problemático, de modo geral trata-se agora de uma região repleta de aliados dos Estados Unidos, de líderes amistosos aos Estados Unidos e de uma direção favorável aos interesses americanos”, continuou.
Por sua vez, o presidente Lula (PT) criticou Rubio nesta terça, durante evento em Catalão (GO): “Ele é anti-América Latina. É inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos. Eu já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião que eu fiz com o Trump”.