O senador Plínio Valério (PSDB-AM) em entrevista à Rede Onda Digital, nesta quarta-feira (22/04), disse que número de seguidores não se traduz automaticamente em votos. O tema gera debate na política atual, tendo em vista que muitos influenciadores locais estão se filiando a partidos para concorrer ao pleito deste ano.
Para Valério, influenciadores até conseguem sucesso em disputas proporcionais, como vereador e deputado, mas enfrentam dificuldade quando o jogo é majoritário, onde o alcance precisa virar confiança real nas urnas.
“Mas quando se trata de majoritário é muito difícil, porque o mal dessas pessoas sendo influenciador é achar que o seguidor é eleitor. O seguidor, ele segue muita gente pra ver fofoca. (…) Mas eu reconheço, sim, é uma eleição do whatsapp e influenciadores, alguns eram eleitos, mas é só aquele mandato e esquece”, disparou.
Com mais de três décadas de trajetória até chegar ao Senado, Plínio destaca que o erro está em confundir audiência com eleitorado. Segundo ele, muitos seguidores estão ali por entretenimento, curiosidade ou afinidade momentânea, o que não garante engajamento político na hora decisiva.
Apesar disso, o senador reconhece a força do ambiente digital e aponta um novo protagonista nas eleições. Na avaliação dele, o WhatsApp deve assumir papel central na disputa, substituindo o peso tradicional do tempo de televisão e exigindo dos candidatos uma estratégia focada em mostrar trabalho e alcançar diretamente o cotidiano das pessoas.
“Essa eleição, ela é a eleição do whatsapp. Eu tive muito tempo de TV lá em 2018. (…) O tempo vai ser pequeno, mas não tô me incomodando, porque eu sei que a eleição vai acontecer na rede social”, pontuou o senador Plínio Valério.
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