A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento foi concluído nesta terça-feira (16/6), com os ministros Nunes Marques e Luiz Fux acompanhando o relator do Caso Master, ministro André Mendonça.
O processo voltou à pauta após o ministro Gilmar Mendes devolver o pedido de vista. Único a divergir, Gilmar votou pela substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Em seu voto, o ministro afirmou que a investigação ganhou grande repercussão pública e alertou para os riscos da espetacularização de operações policiais.
Segundo Gilmar, embora a Polícia Federal tenha apontado contatos de Henrique Vorcaro com integrantes do suposto esquema investigado, não haveria elementos concretos que comprovassem sua participação direta na solicitação de atos ilícitos. Para o ministro, as circunstâncias do caso justificariam uma medida cautelar menos gravosa.
Prevaleceu, porém, o entendimento de André Mendonça. Ao decretar a prisão, o relator argumentou que a medida era necessária para impedir a continuidade das supostas atividades criminosas e preservar as investigações, diante de indícios de ameaça a testemunhas, destruição de provas e risco de fuga.