O presidente interino da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil), pediu oficialmente um parecer da Procuradoria Geral da Casa para definir como será realizada ou se deve haver eleição para a Mesa Diretora após a saída de Roberto Cidade (União Brasil) para assumir o Governo do Estado.
Em entrevista ao programa Onda News, da TV Onda Digital, os deputados estaduais Dan Câmara (Republicanos) e Débora Menezes (PL) avaliaram que o Regimento Interno não é claro para resolver essa questão da eleição, abrindo margens para interpretações da Procuradoria Geral da Casa.
Se prevalecer o entendimento de que é necessário eleição individualizada para o cargo de presidente da Aleam, ao menos três deputados estarão na briga pelos votos dos colegas. Logo após a eleição suplementar que definiu a saída de Cidade para o governo, Adjuto Afonso, o decano da Aleam, afirmou que seria candidato. Na semana seguinte, surgiram os nomes de Felipe Souza (Podemos) e Carlinhos Bessa (União Brasil) como possíveis candidatos, sendo que Souza foi mais enfático nessa intenção. Outros nomes, como o do Delegado Péricles (PL) e Mário Cesar Filho (União Brasil), surgiram como candidaturas individuais e para marcar posição na eleição.
Ouvidos na condição de anonimato, deputados influentes junto a Roberto Cidade revelaram que o grupo dele trabalha para uma solução de consenso em torno de Adjuto, que, por ser o decano receberia a missão como uma homenagem aos seus seis mandatos na Casa.
Vale lembrar que, se Adjuto ou Felipe Souza forem eleitos presidente, os deputados terão de participar de uma nova votação, pois Afonso é o primeiro vice-presidente e Felipe é Ouvidor, cargos que ficariam vagos em caso de vitória de um deles.
O segundo cenário sobre o qual a Procuradoria Geral terá de se debruçar para dar uma solução jurídica para o caso é se a vacância da presidência pode ser suprida pelos respectivos vices, o que beneficiaria diretamente Adjuto, que ascenderia ao comando da Casa sem ter que enfrentar uma eleição. Pelo mesmo critério, o segundo vice, o deputado Abdalla Fraxe (Avante), seria promovido para primeiro e a atual terceira vice-presidente, a deputada Joana Darc (União Brasil), assumiria o lugar de Fraxe. Por esse entendimento, a única eleição que deveria ser realizada era para o atual posto de Joana.
Conforme os deputados ouvidos pela Onda Digital, esse assunto deverá estar resolvido em duas semanas, no máximo, tempo em que as decisões estarão amadurecidas ou os conflitos estabelecidos. Essas mesmas fontes não descartam, por exemplo, uma judicialização desta sucessão de Roberto Cidade, o que aceleraria o processo de eleição aberta na Casa.