O ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek já estão em Israel e devem ser interrogados pelas autoridades locais, após serem interceptados enquanto seguiam com a flotilha humanitária Global Sumud em direção à Faixa de Gaza. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, que indicou que ambos foram transferidos para procedimentos de investigação.
A interceptação ocorreu em águas internacionais, nas proximidades de Creta, e gerou reação diplomática de Brasil e Espanha. Os dois ativistas foram separados do restante do grupo, composto por mais de 200 pessoas, que acabou sendo encaminhado ao governo grego. Ávila e Abu Keshek, no entanto, foram levados ao porto de Ashdod, em Israel, onde permanecem detidos.
Segundo relatos divulgados pela defesa e por familiares, Thiago Ávila denunciou ter sofrido agressões físicas, ameaças e maus-tratos durante a ação militar. Ele também estaria sem acesso pleno à comunicação com a família e não teria sido formalmente informado sobre as acusações, embora haja menção a supostas atividades ilegais e associação com terrorismo, sem detalhamento oficial.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a esposa do brasileiro, Lara, afirmou que ele e Saif estão detidos sem acusações claras e denunciou violações.
“Depois de terem sido interceptados em águas internacionais, Tiago e o Saif foram levados para Israel, onde estão presos e serão interrogados sem que saibamos exatamente do que estão sendo acusados. Ele sofreu agressões, está ferido e sem contato com a família. Nós precisamos de mobilização para que ele volte para casa e para que essas violações sejam interrompidas”, declarou.
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