
Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) aponta que a implantação da tarifa zero no transporte público pode garantir mais acesso a serviços de saúde e ajudar a reduzir desigualdades sociais e raciais no Brasil.
Segundo os pesquisadores, o alto custo das passagens e a baixa qualidade do transporte fazem com que milhares de brasileiros percam consultas médicas, atrasem diagnósticos e tenham dificuldade para manter tratamentos de doenças crônicas.
Os impactos são ainda maiores entre a população negra e os moradores das periferias, que dependem mais do transporte público e enfrentam longos deslocamentos diariamente.
Além de comprometer o acesso à saúde, a demora dos ônibus, a superlotação e a falta de segurança contribuem para o aumento do estresse, da ansiedade e da exaustão física e mental.
Para os autores do estudo, a tarifa zero universal pode se tornar uma política pública capaz de reduzir desigualdades históricas e garantir maior acesso aos serviços essenciais, assim como ocorreu com o Sistema Único de Saúde (SUS).
Uma pesquisa anterior do mesmo grupo aponta que a gratuidade no transporte nas 27 capitais brasileiras poderia injetar mais de R$ 60 bilhões por ano na economia, gerando efeitos semelhantes aos do Bolsa Família.