Troca de corpos em IML causa desespero em família de jovem morto; entenda

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Juliano Guadagnin (Foto: Reprodução/NDTV).

O caso de uma mãe que precisou sepultar o próprio filho duas vezes após um erro do Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis ganhou grande repercussão nas redes sociais. Mônica Raquel Guadagnin relatou que recebeu o corpo errado para o velório e enterro de seu filho, Juliano Henrique Guadagnin, de 24 anos, morto em um acidente de moto no dia 9 de abril.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, no mesmo dia da morte de Juliano, outro corpo também estava no IML de Santa Catarina, pertencente a um homem vítima de homicídio. Os cadáveres teriam sido trocados durante a liberação para as famílias. O corpo encaminhado para a funerária da família de Juliano era, na verdade, o da outra vítima. O equívoco não foi percebido inicialmente porque o IML recomendou que o velório ocorresse com o caixão fechado, devido aos ferimentos sofridos pelo jovem no acidente.

Após o sepultamento, o próprio IML identificou a troca e informou a família. O corpo enterrado precisou ser exumado para que a situação fosse corrigida. Em seguida, Juliano foi entregue à mãe para um novo sepultamento, enquanto a outra família recebeu o corpo correto.

Abalada, Mônica registrou boletim de ocorrência e classificou o episódio como “inaceitável”. Em entrevista, ela desabafou sobre o sofrimento enfrentado. “A dor de perder um filho já é lastimável. Você enterrar seu filho duas vezes não tem explicação”, afirmou.

Em nota, a Polícia Científica de Santa Catarina lamentou o ocorrido, prestou solidariedade às famílias envolvidas e informou que instaurou uma sindicância para investigar como aconteceu a troca dos corpos.