Ultraprocessados podem aumentar risco de demência, diz estudo

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Um novo estudo reforça o alerta sobre os riscos do consumo de alimentos ultraprocessados (AUPs). Segundo a pesquisa, aumentar em apenas 10% a ingestão diária desses produtos, o equivalente a um pacote pequeno de batata frita, pode elevar o risco de demência e comprometimento cognitivo.

O dado chama atenção porque o impacto foi observado mesmo entre pessoas que seguem uma alimentação considerada saudável, rica em vegetais. Isso sugere que o problema não está apenas na substituição de alimentos naturais, mas no próprio nível de processamento industrial.

Foto: Fiocruz/Divulgação

Embora o estudo aponte apenas uma associação, especialistas consideram o resultado relevante. Pesquisas anteriores já haviam identificado que o aumento no consumo de ultraprocessados também está ligado a um crescimento de até 16% no risco de declínio cognitivo.

Itens como maltodextrina, açúcar invertido, xarope de milho e adoçantes artificiais são sinais claros de ultraprocessamento. Esses componentes são produzidos industrialmente e não podem ser reproduzidos em casa.