Uma das lendas do samba carioca, Noca da Portela morreu neste domingo (17) aos 93 anos. Sambista e compositor, Noca era o nome artístico de Osvaldo Alves Pereira, que estava internado desde o dia 30 de abril em um hospital em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com suspeita de pneumonia.
A partir de 10 de maio, passou a ser acompanhado na Unidade de Terapia Intensiva (CTI) da unidade. A causa da morte não foi divulgada.
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento, mas a Portela, escola de samba de que Noca era um dos grandes nomes, decretou três dias de luto.
Natural de Leopoldina, em Minas Gerais, Noca mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro. Seu contato com a música começou com o estudo de violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Brasil.
Na década de 1960, foi apresentado à Portela pelo cantor e compositor Paulinho da Viola, iniciando uma longa trajetória na escola. Ao longo da carreira, compôs diversos sambas-enredo e músicas gravadas por artistas consagrados, como “Virada”, interpretada por Beth Carvalho. Também integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo.
Entre suas obras de destaque estão “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, e o samba-enredo “O Homem de Pacoval” (1976).
Noca venceu sete vezes a disputa de samba-enredo da Portela, marca que o coloca entre os compositores mais vitoriosos da história da agremiação. Entre os sambas campeões estão “Recordar é Viver” (1985), “Gosto que me enrosco” (1995), “Os olhos da noite” (1998) e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal” (2015).