Paraquedistas saltam em ilha remota para socorrer paciente com hantavírus

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O Ministério da Defesa do Reino Unido divulgou imagens de uma operação inédita que utilizou paraquedistas para levar suprimentos médicos a Tristan da Cunha, o arquipélago habitado mais remoto do planeta. O objetivo foi socorrer um cidadão britânico com suspeita de infecção por hantavírus.

As imagens, gravadas por câmera acoplada ao capacete de um dos militares, mostram o momento em que integrantes da Brigada de Assalto Aéreo 16 saltam de um avião e descem sobre o território. Foi a primeira vez na história que profissionais de saúde e material médico foram enviados ao local por paraquedas.

Tristan da Cunha não possui pista de pouso. Em condições normais, a ilha só pode ser acessada por barco, em uma viagem que pode levar mais de uma semana. Com o paciente em uso de oxigênio e os estoques se esgotando, as autoridades britânicas consideraram o salto a alternativa mais rápida. Os militares percorreram cerca de 11 mil quilômetros e 56 horas entre o pedido de ajuda e a chegada à ilha.

A zona de pouso era um campo de golfe coberto por pedras. Apesar das condições adversas, todos aterrissaram em segurança.

A ilha abriga um vulcão ativo de 2.062 metros e tem apenas 221 habitantes. A operação ocorre em meio ao surto de hantavírus no navio MV Hondius, que já deixou três mortos. O paciente atendido em Tristan da Cunha havia desembarcado do cruzeiro antes de apresentar os sintomas.