Um vírus para dispositivos Android, identificado como BTMOB, está se espalhando no Brasil e pode assumir o controle total do celular da vítima, segundo análise da empresa de cibersegurança ESET. A ameaça, descoberta em fevereiro de 2025, ganhou alcance e maior sofisticação nos últimos meses.
Classificado como um trojan de acesso remoto (RAT, na sigla em inglês), o BTMOB permite que criminosos operem o aparelho infectado à distância, sem o conhecimento do usuário. O vírus é capaz de acessar dados sensíveis, capturar telas, monitorar atividades, visualizar senhas e até controlar aplicativos instalados no dispositivo.
A infecção geralmente ocorre após a vítima acessar links fraudulentos, se passando por plataformas de streaming ou criptomoedas enviados por mensagens ou redes sociais. Os endereços direcionam para páginas falsas que imitam serviços conhecidos e até a loja oficial do Google Play, induzindo o usuário a baixar aplicativos contaminados.
Após a instalação, o malware solicita permissões dos Serviços de Acessibilidade do Android, recurso originalmente criado para auxiliar pessoas com deficiência. Com esse acesso, o programa obtém privilégios elevados e amplia o controle sobre o aparelho.
Segundo especialistas, o BTMOB opera no modelo “malware como serviço” (MaaS), sendo comercializado na internet e na dark web para criminosos interessados em aplicar golpes digitais, mesmo sem conhecimento técnico avançado.
A recomendação de especialistas é evitar downloads fora da loja oficial do Google Play, desconfiar de links enviados por mensagens, anúncios e redes sociais, além de manter aplicativos de segurança atualizados no celular para reduzir os riscos de infecção.

(*)Com informações do Olhar Digital e Tecmundo