O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa Manaus nesta quarta-feira (27) sem resolver o principal impasse político da base aliada no Amazonas, mas com saldo positivo nas relações institucionais, econômicas e sociais construídas durante a visita ao estado.
A maior indefinição segue na aliança entre PT e o senador Eduardo Braga. O partido ainda não decidiu se dará aval à candidatura de Marcelo Ramos ao Senado. A direção nacional do PT prefere fortalecer a chapa para deputado federal no Amazonas, o que ocorreria caso Marcelo disputasse uma vaga na Câmara. Apesar da resistência local, a reeleição de Braga interessa ao governo federal, que busca manter apoio no Senado diante do avanço da oposição.
O apoio à pré-candidatura do senador Omar Aziz ao Governo do Amazonas está consolidado, mas ainda há disputa pela vaga de vice. O PSD defende o nome da deputada estadual Alessandra Campelo, enquanto o PT tenta emplacar uma representante do próprio partido.
Nos bastidores, Lula avaliou positivamente os encontros com o governador Roberto Cidade e com o prefeito em exercício de Manaus, Renato Júnior. O presidente também se aproximou de lideranças religiosas e sindicais, principalmente ligadas à pauta do fim da escala 6×1.
Na economia, Lula anunciou R$ 7,5 bilhões em investimentos no Amazonas e reforçou apoio à renegociação de dívidas. A presença dos empresários Wesley Batista e Joesley Batista, ligados à Amazonas Energia, também teve peso político na visita.