O ator Wagner Moura foi incluído na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo de 2026. O reconhecimento vem na esteira do sucesso do filme “O Agente Secreto”, ambientado no Brasil durante o período da ditadura militar, no qual Moura interpreta o protagonista Laszlo Sosa. Pela atuação, ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator, consolidando sua projeção no cenário global. O longa, dirigido por Kleber Mendonça Filho, também disputou outras três categorias, incluindo Melhor Filme.
Além de compor a lista dos influentes, Moura estampa uma das capas da revista. De acordo com a publicação, a obra tem repercutido com o público no mundo todo, especialmente nos Estados Unidos.
Em sua legenda no Instagram, a Time descreveu Moura com um tom nostálgico e sofisticado. “Há algo nele que remete à velha Hollywood, o que o faz parecer uma raridade entre a maioria dos atores contemporâneos. Seu charme discreto e seu senso de humor travesso equilibraram qualquer tendência à seriedade excessiva, e é fácil imaginá-lo com um robe elegante dos anos 1930, fumando sem fumar”, diz o texto.
A revista também chamou o artista de “antídoto analógico” para um tempo cada vez mais digital. “Em um mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico que a gente nem sabia que precisava”, complementa a publicação.
A Time destaca ainda o estilo do ator, descrito como uma espécie de “anomalia” em meio às estrelas contemporâneas. Com um perfil discreto, Moura evita redes sociais, ouve música em vinil e dirige um Fusca de 1959, características que contrastam com a crescente digitalização do cotidiano.
Segundo a revista, a formação acadêmica em jornalismo e o contato com autores durante a faculdade foram fundamentais para moldar sua visão sobre a relação entre arte e política, tema presente em seus trabalhos mais recentes. A Time também publicou uma entrevista com o ator em suas plataformas digitais.
