O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, na Band, neste domingo (3), que o Bolsa Família precisa ser revisto para evitar a formação de uma “geração de imprestáveis”. Para ele, o programa atual incentiva a informalidade e faz com que “marmanjões” prefiram receber o auxílio do governo a aceitar vagas formais de trabalho.
“Bolsa Família e programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude, que eu vou combater. E também não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis”, disse Zema.
Segundo o ex-governador, há vagas disponíveis com carteira assinada no mercado de trabalho, mas os beneficiários optam por não trabalhar. “Há vagas com carteira assinada, e marranjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo, e de vez em quando faz um bico para complementar a renda”, afirmou.
Questionado se o beneficiário precisará aceitar um emprego para não perder o acesso ao programa, Zema respondeu que a pessoa receberá uma lista de propostas de trabalho e só poderá recusar uma delas. Ele também criticou o que chamou de “incentivo à informalidade”, que perpetua a situação de famílias inteiras dependentes do auxílio.
No final de semana, Zema já havia gerado polêmica ao afirmar, em entrevista a outro podcast, que crianças poderiam “ajudar” em trabalhos considerados “mais simples”. Após a repercussão, ele defendeu “dar oportunidades a adolescentes” e pediu que críticos “parem com a hipocrisia”.

Marcelo Camargo/Agência Brasil