O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), voltou a gerar repercussão nacional ao defender a criação de uma cobrança equivalente a 1% do salário de profissionais formados em universidades federais. Zema afirmou que a medida poderia ajudar na manutenção das universidades sem a necessidade de cobrança direta de mensalidades.
A proposta, no entanto, gerou críticas de entidades sindicais e representantes da educação, que acusam o ex-governador de defender a redução da participação do Estado no setor.
Nos últimos meses, o político também protagonizou outras declarações polêmicas. Em participação no podcast Inteligência Ltda, Zema defendeu flexibilizações relacionadas ao trabalho juvenil e afirmou que o Brasil criou uma visão negativa sobre adolescentes trabalhando. Após a repercussão negativa, ele declarou que defendia a ampliação do programa Jovem Aprendiz para jovens a partir de 14 anos.
O ex-governador também elevou o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal, ao afirmar que integrantes da Corte deveriam ser presos por suposta conivência com casos de corrupção. As declarações provocaram reações no meio político e jurídico, incluindo um pedido de investigação apresentado pelo ministro Gilmar Mendes.