Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Acadêmicos de Medicina investigam potencial terapêutico de plantas amazônicas

Projetos buscam valorizar saberes tradicionais da região e aproximá-los da medicina baseada em evidências

Estudantes da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara estão conduzindo duas pesquisas voltadas ao uso medicinal de plantas típicas da Amazônia. As iniciativas têm como objetivo integrar o conhecimento tradicional da população local com os princípios científicos da medicina contemporânea.

De acordo com a diretora da instituição, Soraia Tatikawa, os estudos pretendem estimular uma formação médica mais conectada à realidade regional. “Queremos preparar futuros profissionais de saúde que reconheçam e respeitem as práticas populares utilizadas pelas comunidades amazônicas”, explicou.

A professora Vanessa Ayres, mestre em Ciências e Tecnologia para Recursos Amazônicos e coordenadora dos projetos, reforça a proposta de diálogo entre o saber ancestral e a ciência. “Nosso foco é contribuir para um uso consciente e embasado das plantas medicinais no cuidado à saúde”, disse.

Mapeamento e percepção clínica

O primeiro projeto, intitulado “Levantamento Etnobotânico de Plantas Medicinais da Região de Itacoatiara-AM”, visa identificar as espécies mais utilizadas pela população local para fins terapêuticos. O trabalho inclui o registro das partes das plantas mais usadas (como folhas, cascas e raízes) e suas formas de preparo e aplicação. Quatro estudantes de Medicina, dos 4º e 5º períodos, participam da pesquisa.

Já o segundo estudo tem como foco a percepção de profissionais da saúde e acadêmicos sobre o uso de fitoterápicos no atendimento clínico. A investigação, que conta com a colaboração da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), será conduzida por meio de um questionário digital, aberto a participantes de diferentes municípios do estado.

“Vivemos em uma região onde o uso de plantas medicinais é parte do cotidiano, principalmente em comunidades ribeirinhas e indígenas. No entanto, esse saber ainda encontra resistência nas instituições acadêmicas”, observa Vanessa. “Nosso objetivo é promover uma mudança de cultura, fortalecendo o respeito e o reconhecimento desses conhecimentos.”

Espécies em destaque

Entre as plantas que despertam maior interesse nos estudos estão o jambu, tradicionalmente usado no alívio de dores estomacais e conhecido também na culinária amazônica, e a andiroba, bastante procurada por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes.

“A população já reconhece o valor terapêutico dessas plantas, e muitas delas já contam com respaldo científico. Existe um potencial significativo para que práticas tradicionais se unam à medicina baseada em evidências”, conclui a coordenadora.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Estudantes da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara estão conduzindo duas pesquisas voltadas ao uso medicinal de plantas típicas da Amazônia. As iniciativas têm como objetivo integrar o conhecimento tradicional da população local com os princípios científicos da medicina contemporânea.

De acordo com a diretora da instituição, Soraia Tatikawa, os estudos pretendem estimular uma formação médica mais conectada à realidade regional. “Queremos preparar futuros profissionais de saúde que reconheçam e respeitem as práticas populares utilizadas pelas comunidades amazônicas”, explicou.

A professora Vanessa Ayres, mestre em Ciências e Tecnologia para Recursos Amazônicos e coordenadora dos projetos, reforça a proposta de diálogo entre o saber ancestral e a ciência. “Nosso foco é contribuir para um uso consciente e embasado das plantas medicinais no cuidado à saúde”, disse.

Mapeamento e percepção clínica

O primeiro projeto, intitulado “Levantamento Etnobotânico de Plantas Medicinais da Região de Itacoatiara-AM”, visa identificar as espécies mais utilizadas pela população local para fins terapêuticos. O trabalho inclui o registro das partes das plantas mais usadas (como folhas, cascas e raízes) e suas formas de preparo e aplicação. Quatro estudantes de Medicina, dos 4º e 5º períodos, participam da pesquisa.

Já o segundo estudo tem como foco a percepção de profissionais da saúde e acadêmicos sobre o uso de fitoterápicos no atendimento clínico. A investigação, que conta com a colaboração da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), será conduzida por meio de um questionário digital, aberto a participantes de diferentes municípios do estado.

“Vivemos em uma região onde o uso de plantas medicinais é parte do cotidiano, principalmente em comunidades ribeirinhas e indígenas. No entanto, esse saber ainda encontra resistência nas instituições acadêmicas”, observa Vanessa. “Nosso objetivo é promover uma mudança de cultura, fortalecendo o respeito e o reconhecimento desses conhecimentos.”

Espécies em destaque

Entre as plantas que despertam maior interesse nos estudos estão o jambu, tradicionalmente usado no alívio de dores estomacais e conhecido também na culinária amazônica, e a andiroba, bastante procurada por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes.

“A população já reconhece o valor terapêutico dessas plantas, e muitas delas já contam com respaldo científico. Existe um potencial significativo para que práticas tradicionais se unam à medicina baseada em evidências”, conclui a coordenadora.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Incêndio assusta motoristas e toma conta de terreno na Umberto Calderaro, em Manaus

Um incêndio assustou moradores e motoristas na tarde desta quinta-feira (24), na avenida Umberto Calderaro, na zona Centro-Sul de Manaus. As chamas tomaram conta...

Manaus bate novo recorde de consumo de energia e supera 2 mil MW

Este é o quinto recorde de consumo registrado no sistema elétrico que atende a capital amazonense e os municípios da região metropolitana desde agosto....
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Amazonas antecipa monitoramento dos rios para prever vazante de 2027

O Amazonas já começa a monitorar os possíveis impactos da vazante de 2027. A avaliação considera o comportamento do nível dos rios neste ano...

Selva Park: a história de um negócio que marcou Manaus e deixou uma lição sobre longevidade empresarial

Parque criado em 1986 fez parte da rotina de gerações de manauaras, cresceu, ganhou estrutura e encerrou as atividades em 2012. Sua trajetória também...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Sine Amazonas oferta 290 vagas para PcDs em Manaus

Mais de 290 vagas de emprego estarão disponíveis nesta sexta-feira (25), em Manaus, durante o Dia D do Sine Amazonas, ação voltada à inclusão...

Por que a fumaça piora no amanhecer? Defesa Civil explica o fenômeno em Manaus

Quem acorda em Manaus nos últimos dias tem encontrado o céu tomado pela fumaça e uma qualidade do ar ainda mais prejudicada durante as...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Incêndio assusta motoristas e toma conta de terreno na Umberto Calderaro, em Manaus

Um incêndio assustou moradores e motoristas na tarde desta quinta-feira (24), na avenida Umberto Calderaro, na zona Centro-Sul de Manaus. As chamas tomaram conta...

Manaus bate novo recorde de consumo de energia e supera 2 mil MW

Este é o quinto recorde de consumo registrado no sistema elétrico que atende a capital amazonense e os municípios da região metropolitana desde agosto....

Amazonas antecipa monitoramento dos rios para prever vazante de 2027

O Amazonas já começa a monitorar os possíveis impactos da vazante de 2027. A avaliação considera o comportamento do nível dos rios neste ano...

Selva Park: a história de um negócio que marcou Manaus e deixou uma lição sobre longevidade empresarial

Parque criado em 1986 fez parte da rotina de gerações de manauaras, cresceu, ganhou estrutura e encerrou as atividades em 2012. Sua trajetória também...

Sine Amazonas oferta 290 vagas para PcDs em Manaus

Mais de 290 vagas de emprego estarão disponíveis nesta sexta-feira (25), em Manaus, durante o Dia D do Sine Amazonas, ação voltada à inclusão...

Por que a fumaça piora no amanhecer? Defesa Civil explica o fenômeno em Manaus

Quem acorda em Manaus nos últimos dias tem encontrado o céu tomado pela fumaça e uma qualidade do ar ainda mais prejudicada durante as...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]