O Amazonas ganhou nesta terça-feira (8) quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) na região de influência da BR-319. Juntas, as áreas somam cerca de 669 mil hectares e passam a ter proteção oficial para a biodiversidade e para as comunidades que vivem do extrativismo e de outras atividades sustentáveis.
Os decretos foram assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, durante uma cerimônia que marcou as ações do governo federal relacionadas ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
As novas reservas estão distribuídas por diferentes municípios do estado. A maior delas é a RDS Tupana Igapó-Açu II, com 422,1 mil hectares, abrangendo áreas de Beruri e Tapauá.
Também foram criadas a RDS Tupana Igapó-Açu I, em Borba, com 114 mil hectares; a RDS Canaã, entre Careiro e Autazes, com 109,6 mil hectares; e a RDS Mirari, em Humaitá, com 22,7 mil hectares.
Diferentemente de áreas de proteção integral, as Reservas de Desenvolvimento Sustentável permitem que as populações residentes utilizem os recursos naturais de forma sustentável.
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Floresta de Humaitá terá concessão por 40 anos
O Amazonas também foi contemplado com novos contratos de concessão florestal na Floresta Nacional (Flona) de Humaitá.
As concessões das Unidades de Manejo Florestal II e III abrangem 162,7 mil hectares e terão duração de 40 anos. Segundo o governo federal, os contratos preveem R$ 240 milhões em investimentos, além da geração de 339 empregos diretos e 678 indiretos.
A previsão é de produção legal de 2,54 milhões de metros cúbicos de madeira ao longo de 30 anos.
Recursos para a sociobioeconomia
Outro anúncio com impacto no Amazonas foi o início da implantação de seis Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia. Um deles será instalado na região de Juruá-Tefé.
O projeto terá R$ 70,2 milhões, financiados com recursos do governo alemão e administrados pelo banco de desenvolvimento KfW. O valor será dividido entre os seis núcleos, com R$ 11,7 milhões destinados a cada um.
