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Seca: moradores de Benjamin Constant sofrem com falta de água potável

A Defesa Civil de Benjamin Contant decretou situação de emergência no município por causa da seca dos rios Javari e Solimões. Segundo o órgão, a maioria das 65 comunidades ribeirinhas e indígenas estão com dificuldades de acesso fluvial.

Com a estiagem, as embarcações que transportam de mercadorias de Manaus para o município, como por exemplo, alimentos perecíveis e não perecíveis, não conseguem chegar até a região do Alto Solimões. Os moradores também sofrem com falta de água potável.

Por causa do nível baixo do rio Solimões, a cidade vem tendo dificuldades para abastecer o comércio local com produtos comprados em Manaus, capital do Amazonas. Os produtos que abastecem a cidade saem da capital e são levados até Tabatinga, cidade amazonense na tríplice fronteira do Brasil com a Colômbia e Peru.

Os barcos descarregam as mercadorias em um porto privado de Tabatinga. De lá, as cargas são transportadas em canoas para Benjamin Constant. A viagem dura cerca de seis horas. Produtos congelados, como frangos e carnes, são levados fora de refrigeradores.

Com o desabastecimento e a logística para chegar em Benjamin Constant, os comerciantes aumentaram os preços dos produtos. Os novos valores buscam cobrir os custos com os fretes pagos às canoas que levam as mercadorias de Tabatinga. O transporte entre as cidades chega a custar R$1.500.

Falta de água potável

Outro problema que os moradores de comunidades ribeirinhas de Benjamin Constant vêm enfrentando é a falta de água potável. Na Comunidade São Francisco, a família do pescador Raimundo Tananta consome água do Rio Javari.

A água é barrenta, e ele carrega o líquido por um quilometro até a casa onde mora com a família. Para poder consumir a água, Francisco precisa esperar toda a sujeira baixar.

“É bem difícil para a comunidade, pois ninguém tem água potável nem poço. Aí, precisamos pegar água do rio e enfrentamos essa dificuldade. Às vezes, dar dor de barriga, diarreia, tudo devido à água”, contou o pescador.

A Defesa Civil do município informou que, com o decreto de situação de emergência, os moradores de Benjamin Constant irão receber cestas básicas e água potável.

“Nosso município vai poder dar uma resposta positiva e mais rápida para as pessoas que estão precisando. Nós vamos poder levar cesta básica e água potável até as comunidades rurais”, disse o secretário de Defesa Civil de Benjamin Constant, Ricelly Leandro.

Na sexta-feira (7), o Rio Solimões começou a subir desde, após o período de vazante. No domingo (9), o nível alcançou 33 centímetros na régua de medição em Tabatinga. Apesar dessa subida, não é possível afirma que este o fim da seca. É possível que esse fenômeno natural seja um repiquete, quando o rio sobe de forma rápida e depois volta a baixar.

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A Defesa Civil de Benjamin Contant decretou situação de emergência no município por causa da seca dos rios Javari e Solimões. Segundo o órgão, a maioria das 65 comunidades ribeirinhas e indígenas estão com dificuldades de acesso fluvial.

Com a estiagem, as embarcações que transportam de mercadorias de Manaus para o município, como por exemplo, alimentos perecíveis e não perecíveis, não conseguem chegar até a região do Alto Solimões. Os moradores também sofrem com falta de água potável.

Por causa do nível baixo do rio Solimões, a cidade vem tendo dificuldades para abastecer o comércio local com produtos comprados em Manaus, capital do Amazonas. Os produtos que abastecem a cidade saem da capital e são levados até Tabatinga, cidade amazonense na tríplice fronteira do Brasil com a Colômbia e Peru.

Os barcos descarregam as mercadorias em um porto privado de Tabatinga. De lá, as cargas são transportadas em canoas para Benjamin Constant. A viagem dura cerca de seis horas. Produtos congelados, como frangos e carnes, são levados fora de refrigeradores.

Com o desabastecimento e a logística para chegar em Benjamin Constant, os comerciantes aumentaram os preços dos produtos. Os novos valores buscam cobrir os custos com os fretes pagos às canoas que levam as mercadorias de Tabatinga. O transporte entre as cidades chega a custar R$1.500.

Falta de água potável

Outro problema que os moradores de comunidades ribeirinhas de Benjamin Constant vêm enfrentando é a falta de água potável. Na Comunidade São Francisco, a família do pescador Raimundo Tananta consome água do Rio Javari.

A água é barrenta, e ele carrega o líquido por um quilometro até a casa onde mora com a família. Para poder consumir a água, Francisco precisa esperar toda a sujeira baixar.

“É bem difícil para a comunidade, pois ninguém tem água potável nem poço. Aí, precisamos pegar água do rio e enfrentamos essa dificuldade. Às vezes, dar dor de barriga, diarreia, tudo devido à água”, contou o pescador.

A Defesa Civil do município informou que, com o decreto de situação de emergência, os moradores de Benjamin Constant irão receber cestas básicas e água potável.

“Nosso município vai poder dar uma resposta positiva e mais rápida para as pessoas que estão precisando. Nós vamos poder levar cesta básica e água potável até as comunidades rurais”, disse o secretário de Defesa Civil de Benjamin Constant, Ricelly Leandro.

Na sexta-feira (7), o Rio Solimões começou a subir desde, após o período de vazante. No domingo (9), o nível alcançou 33 centímetros na régua de medição em Tabatinga. Apesar dessa subida, não é possível afirma que este o fim da seca. É possível que esse fenômeno natural seja um repiquete, quando o rio sobe de forma rápida e depois volta a baixar.

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