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BR-319: após eliminar 5 concorrentes, Dnit convoca construtora de Manaus para licitação

Após a desclassificação de cinco empresas concorrentes, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) convocou na segunda-feira (15) a Construtora Soberana, de Manaus, para apresentar a documentação de habilitação referente ao Lote 3 das obras de recuperação da BR-319.

O trecho em questão compreende 36,5 quilômetros localizados entre os quilômetros 433,1 e 469,6 da BR-319, no município de Manicoré, área considerada estratégica para restabelecer a trafegabilidade da ligação terrestre entre Manaus e Porto Velho. O valor estimado do contrato é de R$ 210,6 milhões.

A convocação ocorreu após uma sequência de desclassificações durante a fase de análise técnica das propostas. Segundo o Dnit, os detalhes das inabilitações serão divulgados apenas ao final do processo, em respeito ao princípio da isonomia entre os participantes e ao prazo para apresentação de recursos.

A primeira colocada na disputa havia sido a LCM Construção e Comércio S.A., de Minas Gerais. No entanto, após recurso administrativo aceito pelo órgão federal, o certame retornou à fase de julgamento, abrindo espaço para a convocação das empresas subsequentes. Desde então, outras quatro concorrentes também foram eliminadas por não atenderem às exigências previstas no edital.

Agora, a expectativa está voltada para a análise da documentação da Construtora Soberana, que apresentou proposta de R$ 158 milhões, valor cerca de 25% inferior ao orçamento inicialmente previsto pelo governo federal.

A licitação integra o pacote de quatro lotes lançado pelo Dnit para recuperar aproximadamente 340 quilômetros do chamado Trecho do Meio da BR-319, considerado o segmento mais crítico da rodovia.

As obras foram viabilizadas após mudanças na legislação ambiental aprovadas pelo Congresso Nacional em 2025, que passaram a permitir intervenções de manutenção em rodovias anteriormente pavimentadas sem necessidade de licenciamento ambiental.


Leia mais

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Até o momento, apenas o Lote 4 teve seu resultado homologado. O contrato foi adjudicado à Construtora Etam por R$ 362 milhões, e a ordem de serviço para o início das obras foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita a Manaus, em maio.

Além da recuperação da rodovia, o governo federal também autorizou a substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto e mantém em andamento outras frentes de pavimentação e reconstrução ao longo da rodovia.

Trecho do Meio

O chamado Trecho do Meio da BR-319 é considerado o principal gargalo da rodovia por concentrar a maior extensão sem pavimentação e os maiores desafios de trafegabilidade da ligação entre Manaus e Porto Velho. Localizado entre os quilômetros 250 e 655, o segmento atravessa áreas remotas da Amazônia e fica frequentemente comprometido durante o período chuvoso, com atoleiros e interrupções no tráfego.

Segundo informações do Dnit apresentadas à Assembleia Legislativa do Amazonas, trata-se do trecho mais problemático da rodovia, enquanto estudos e debates no Congresso apontam a região como estratégica para reduzir o isolamento logístico do Amazonas, mas também como foco de discussões ambientais devido aos possíveis impactos sobre a floresta.

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Após a desclassificação de cinco empresas concorrentes, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) convocou na segunda-feira (15) a Construtora Soberana, de Manaus, para apresentar a documentação de habilitação referente ao Lote 3 das obras de recuperação da BR-319.

O trecho em questão compreende 36,5 quilômetros localizados entre os quilômetros 433,1 e 469,6 da BR-319, no município de Manicoré, área considerada estratégica para restabelecer a trafegabilidade da ligação terrestre entre Manaus e Porto Velho. O valor estimado do contrato é de R$ 210,6 milhões.

A convocação ocorreu após uma sequência de desclassificações durante a fase de análise técnica das propostas. Segundo o Dnit, os detalhes das inabilitações serão divulgados apenas ao final do processo, em respeito ao princípio da isonomia entre os participantes e ao prazo para apresentação de recursos.

A primeira colocada na disputa havia sido a LCM Construção e Comércio S.A., de Minas Gerais. No entanto, após recurso administrativo aceito pelo órgão federal, o certame retornou à fase de julgamento, abrindo espaço para a convocação das empresas subsequentes. Desde então, outras quatro concorrentes também foram eliminadas por não atenderem às exigências previstas no edital.

Agora, a expectativa está voltada para a análise da documentação da Construtora Soberana, que apresentou proposta de R$ 158 milhões, valor cerca de 25% inferior ao orçamento inicialmente previsto pelo governo federal.

A licitação integra o pacote de quatro lotes lançado pelo Dnit para recuperar aproximadamente 340 quilômetros do chamado Trecho do Meio da BR-319, considerado o segmento mais crítico da rodovia.

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Além da recuperação da rodovia, o governo federal também autorizou a substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto e mantém em andamento outras frentes de pavimentação e reconstrução ao longo da rodovia.

Trecho do Meio

O chamado Trecho do Meio da BR-319 é considerado o principal gargalo da rodovia por concentrar a maior extensão sem pavimentação e os maiores desafios de trafegabilidade da ligação entre Manaus e Porto Velho. Localizado entre os quilômetros 250 e 655, o segmento atravessa áreas remotas da Amazônia e fica frequentemente comprometido durante o período chuvoso, com atoleiros e interrupções no tráfego.

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