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Caso Benício: familiares realizam missa um mês após a morte do menino

A morte do menino Benício Xavier Freitas, de 6 anos, completa um mês nesta terça-feira (23/12), em meio à dor e à cobrança por justiça por parte da família. A criança morreu após sofrer seis paradas cardíacas depois da aplicação equivocada de adrenalina por via intravenosa no Hospital Santa Júlia, em Manaus. O caso segue sob investigação e, até o momento, ninguém foi preso.

Para marcar os 30 dias da morte, familiares e amigos realizam, nesta terça-feira, uma missa em homenagem a Benício no Colégio Santa Doroteia, na avenida Joaquim Nabuco, Centro da capital.

Dor que não passa

Em entrevista concedida a TV A Crítica, o pai do menino, Bruno Freitas, ao lado da esposa e mãe de Benício, Joyce Xavier, falou sobre o luto e o impacto da perda, especialmente às vésperas do aniversário da criança, que seria comemorado no dia 25 de dezembro.

“A gente está se acostumando com esse sentimento novo que nós estamos tendo, esse vazio que grita em muitas horas durante o dia, uma tristeza que nos consome imensamente. E dia 25 não vai ser como a gente esperava. Digo que ele foi assassinado naquele hospital. Ele não vai mais poder comemorar com seus coleguinhas, com seus amigos. Esse momento era de muita expectativa, juntamente com o Natal. Ele sempre foi abençoado, o nome dele já fala isso. Então marca muito a gente e vai nos marcar em todos os Natais. Não tem como esquecer do Benício”, desabafou.

Bruno também destacou a força que a família tem encontrado no apoio recebido desde a morte do filho.

“É um momento de muito agradecimento por todo o apoio que estamos recebendo, seja de forma indireta, por orações. A gente percebe que a morte do Benício nos arrancou muito da gente. É um vazio imenso que não desejo para ninguém. Mas, ao mesmo tempo, esse vazio nos fortalece, principalmente pelas orações”, afirmou.

Segundo ele, a sensação de ausência é constante e difícil de explicar.

“Toda hora a gente pensa que foi ontem. Tem hora que a gente acorda e sente a falta, parece que ele estava ali ontem, parece que dormiu com a gente. É algo inexplicável”, relatou.

Mensagem de fé

Mesmo diante da dor, a família mantém a fé como forma de seguir em frente.

“Não é um adeus que ele deixou, eu acho que é um até logo. Porque, uma hora ou outra, a gente vai partir dessa para melhor. E eu sei que ele está em um mundo melhor, onde não tem violência, nem dor, nem sofrimento”, disse Bruno.

Bruno Freitas, ao lado da esposa e mãe de Benício, Joyce Xavier.
Bruno Freitas, ao lado da esposa e mãe de Benício, Joyce Xavier. (Foto: Rede Onda Digital/ Roberto Araújo)

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Investigação

As investigações conduzidas pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) apontam para uma sequência de falhas durante o atendimento médico. O inquérito envolve a médica Juliana Brasil, que prescreveu a medicação, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, responsável pela aplicação.

O delegado Marcelo Martins solicitou a prisão das duas em duas ocasiões, mas os pedidos foram negados pela Justiça. As envolvidas tiveram seus registros profissionais suspensos pela Justiça por 12 meses, prazo que pode ser prorrogado.

De acordo com a Polícia Civil, havia medicação capaz de reduzir os efeitos cardíacos, que não foi utilizada, além da ausência de acionamento de especialistas e uso de medicação inadequada no processo de intubação.

Enquanto aguarda o avanço das investigações, a família de Benício reforça o pedido por justiça e afirma que continuará mobilizada para que o caso não seja esquecido.

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A morte do menino Benício Xavier Freitas, de 6 anos, completa um mês nesta terça-feira (23/12), em meio à dor e à cobrança por justiça por parte da família. A criança morreu após sofrer seis paradas cardíacas depois da aplicação equivocada de adrenalina por via intravenosa no Hospital Santa Júlia, em Manaus. O caso segue sob investigação e, até o momento, ninguém foi preso.

Para marcar os 30 dias da morte, familiares e amigos realizam, nesta terça-feira, uma missa em homenagem a Benício no Colégio Santa Doroteia, na avenida Joaquim Nabuco, Centro da capital.

Dor que não passa

Em entrevista concedida a TV A Crítica, o pai do menino, Bruno Freitas, ao lado da esposa e mãe de Benício, Joyce Xavier, falou sobre o luto e o impacto da perda, especialmente às vésperas do aniversário da criança, que seria comemorado no dia 25 de dezembro.

“A gente está se acostumando com esse sentimento novo que nós estamos tendo, esse vazio que grita em muitas horas durante o dia, uma tristeza que nos consome imensamente. E dia 25 não vai ser como a gente esperava. Digo que ele foi assassinado naquele hospital. Ele não vai mais poder comemorar com seus coleguinhas, com seus amigos. Esse momento era de muita expectativa, juntamente com o Natal. Ele sempre foi abençoado, o nome dele já fala isso. Então marca muito a gente e vai nos marcar em todos os Natais. Não tem como esquecer do Benício”, desabafou.

Bruno também destacou a força que a família tem encontrado no apoio recebido desde a morte do filho.

“É um momento de muito agradecimento por todo o apoio que estamos recebendo, seja de forma indireta, por orações. A gente percebe que a morte do Benício nos arrancou muito da gente. É um vazio imenso que não desejo para ninguém. Mas, ao mesmo tempo, esse vazio nos fortalece, principalmente pelas orações”, afirmou.

Segundo ele, a sensação de ausência é constante e difícil de explicar.

“Toda hora a gente pensa que foi ontem. Tem hora que a gente acorda e sente a falta, parece que ele estava ali ontem, parece que dormiu com a gente. É algo inexplicável”, relatou.

Mensagem de fé

Mesmo diante da dor, a família mantém a fé como forma de seguir em frente.

“Não é um adeus que ele deixou, eu acho que é um até logo. Porque, uma hora ou outra, a gente vai partir dessa para melhor. E eu sei que ele está em um mundo melhor, onde não tem violência, nem dor, nem sofrimento”, disse Bruno.

Bruno Freitas, ao lado da esposa e mãe de Benício, Joyce Xavier.
Bruno Freitas, ao lado da esposa e mãe de Benício, Joyce Xavier. (Foto: Rede Onda Digital/ Roberto Araújo)

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