Foi concluído o inquérito policial a respeito do chamado “Caso Chibatão”, que apura possíveis irregularidades na administração do espólio do empresário José Ferreira de Oliveira, conhecido como Passarão, fundador do Grupo Chibatão, falecido em 2023.
O relatório final aponta indícios de diversos crimes e identifica os possíveis responsáveis. O material será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia.
Com base na análise de documentos, atos jurídicos e movimentações financeiras, foram indiciadas a advogada Erisvanha Ramos de Souza, viúva de Passarão e administradora provisória do espólio, e as três filhas Isabele de Souza Oliveira, Jessica Almeida de Oliveira e Thays Almeida de Oliveira.
As condutas investigadas podem se enquadrar em crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso, estelionato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e fraude processual.
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Durante a investigação, dois promotores de Justiça, Carla Santos Guedes Gonzaga e Vicente Augusto Borges Oliveira, solicitaram afastamento do caso, alegando suspeição para atuar no processo.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de utilização de mecanismos formais para dar aparência de legalidade a atos considerados irregulares.
Agora, caberá ao Ministério Público analisar o conteúdo do inquérito e decidir se apresenta denúncia com base nas provas reunidas.