Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Cheia antecipada do rio Purus isola Lábrea e pode acelerar o processo de enchente do Solimões

O rio Purus, um dos principais cursos do Estado e importante afluente do rio Solimões, experimenta neste início de fevereiro uma cheia antecipada que começa a afetar profundamente municípios e rotas de transporte no sul do Amazonas. Com aproximadamente 3.200 km de extensão e percorrendo vastas áreas de floresta tropical até desaguar na calha do Solimões, o Purus tem papel estratégico na ecologia e economia regional.

Segundo dados de monitoramento hidrológico, o nível do Purus subiu rapidamente nas últimas semanas em vários pontos de medição, superando em vários metros as cotas observadas no mesmo período do ano anterior e surpreendendo técnicos e moradores. Neste domingo (1⁠º/2), o rio estava na cota de 15,21m. Em Lábrea, contudo, as últimas medições mostram o nível atingindo 20,63 metros, ainda abaixo da cota máxima histórica, mas com pouco espaço antes do transbordamento.

A bacia do Purus banha diretamente pelo menos seis municípios amazonenses: Canutama, Pauini, Boca do Acre, Tapauá, Lábrea e Beruri, onde ele desemboca no Solimões. Todos estes municípios estão integrados à chamada Calha do Purus e historicamente vulneráveis a variações bruscas no nível do rio.


Saiba mais:

Mandioca e macaxeira: a maior contribuição dos povos originários à gastronomia amazonense

Café da manhã amazonense: uma luta entre a herança regional e a pressa da vida moderna


Isolamento de Lábrea em foco

A elevação das águas já provocou a interdição da ponte sobre o rio Umari na rodovia BR-230 (Transamazônica), único acesso terrestre a Lábrea, efetivamente isolando o município para tráfego de veículos. Com isso, a chegada de alimentos, medicamentos e combustíveis está comprometida, agravando o risco de desabastecimento para uma população que depende da estrada para o escoamento de produtos e entrada de insumos básicos.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirmou que a ponte será liberada somente quando o nível do rio recuar e uma vistoria técnica no local for concluída. Conforme relato dos ribeirinhos, as águas do Umari passam por cima do leito da ponte em pelo menos 20 centímetros.

Além do impacto logístico, muitos moradores ribeirinhos relatam a antecipação de inundações em áreas baixas e o aumento de dificuldades para transporte fluvial local, pesca e atividades agrícolas de subsistência.

Efeito dominó no rio Solimões

O rio Purus é um tributário direto do Solimões, que se torna o rio Amazonas após o encontro com o Negro em Manaus. A cheia antecipada no Purus chega no momento em que o Solimões também apresenta níveis elevados em boa parte de sua calha, com impactos em municípios ribeirinhos do Médio Amazonas, onde enchentes vêm causando alagamentos, isolamento de comunidades e dificuldades de locomoção e produção rural.

Especialistas apontam que o aumento dos níveis no Purus pode ter um efeito acumulativo sobre o Solimões nas semanas seguintes, reforçando a pressão sobre margens de cidades mais abaixo na bacia e potencializando os impactos de cheias em áreas já vulneráveis, como o município de Anamã, tradicionalmente o mais afetado em anos de grandes cheias, e Manaquiri, na Região Metropolitana de Manaus. Além disso, a cheia antecipada coincide com a fase mais intensa da estação chuvosa na Amazônia, elevando o risco de alagamentos prolongados se os volumes de chuva permanecerem acima da média.

 

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O rio Purus, um dos principais cursos do Estado e importante afluente do rio Solimões, experimenta neste início de fevereiro uma cheia antecipada que começa a afetar profundamente municípios e rotas de transporte no sul do Amazonas. Com aproximadamente 3.200 km de extensão e percorrendo vastas áreas de floresta tropical até desaguar na calha do Solimões, o Purus tem papel estratégico na ecologia e economia regional.

Segundo dados de monitoramento hidrológico, o nível do Purus subiu rapidamente nas últimas semanas em vários pontos de medição, superando em vários metros as cotas observadas no mesmo período do ano anterior e surpreendendo técnicos e moradores. Neste domingo (1⁠º/2), o rio estava na cota de 15,21m. Em Lábrea, contudo, as últimas medições mostram o nível atingindo 20,63 metros, ainda abaixo da cota máxima histórica, mas com pouco espaço antes do transbordamento.

A bacia do Purus banha diretamente pelo menos seis municípios amazonenses: Canutama, Pauini, Boca do Acre, Tapauá, Lábrea e Beruri, onde ele desemboca no Solimões. Todos estes municípios estão integrados à chamada Calha do Purus e historicamente vulneráveis a variações bruscas no nível do rio.


Saiba mais:

Mandioca e macaxeira: a maior contribuição dos povos originários à gastronomia amazonense

Café da manhã amazonense: uma luta entre a herança regional e a pressa da vida moderna


Isolamento de Lábrea em foco

A elevação das águas já provocou a interdição da ponte sobre o rio Umari na rodovia BR-230 (Transamazônica), único acesso terrestre a Lábrea, efetivamente isolando o município para tráfego de veículos. Com isso, a chegada de alimentos, medicamentos e combustíveis está comprometida, agravando o risco de desabastecimento para uma população que depende da estrada para o escoamento de produtos e entrada de insumos básicos.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirmou que a ponte será liberada somente quando o nível do rio recuar e uma vistoria técnica no local for concluída. Conforme relato dos ribeirinhos, as águas do Umari passam por cima do leito da ponte em pelo menos 20 centímetros.

Além do impacto logístico, muitos moradores ribeirinhos relatam a antecipação de inundações em áreas baixas e o aumento de dificuldades para transporte fluvial local, pesca e atividades agrícolas de subsistência.

Efeito dominó no rio Solimões

O rio Purus é um tributário direto do Solimões, que se torna o rio Amazonas após o encontro com o Negro em Manaus. A cheia antecipada no Purus chega no momento em que o Solimões também apresenta níveis elevados em boa parte de sua calha, com impactos em municípios ribeirinhos do Médio Amazonas, onde enchentes vêm causando alagamentos, isolamento de comunidades e dificuldades de locomoção e produção rural.

Especialistas apontam que o aumento dos níveis no Purus pode ter um efeito acumulativo sobre o Solimões nas semanas seguintes, reforçando a pressão sobre margens de cidades mais abaixo na bacia e potencializando os impactos de cheias em áreas já vulneráveis, como o município de Anamã, tradicionalmente o mais afetado em anos de grandes cheias, e Manaquiri, na Região Metropolitana de Manaus. Além disso, a cheia antecipada coincide com a fase mais intensa da estação chuvosa na Amazônia, elevando o risco de alagamentos prolongados se os volumes de chuva permanecerem acima da média.

 

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Maria do Carmo precisa transformar crítica em proposta e discurso em estratégia

Nos bastidores da política amazonense, cresce a avaliação de que a pré-campanha de Maria do Carmo precisa de mais do que ajustes na comunicação....

Episódio em Benjamin Constant reacende debate sobre estilo político de Eduardo Braga

A reação do senador Eduardo Braga (MDB) durante uma agenda em Benjamin Constant, no Alto Solimões, reacendeu um debate que acompanha sua trajetória política...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Direto ao Ponto: Após passagem pelo AM, Lula abre 9 pontos de vantagem sobre Flávio

A disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto ganhou novos contornos no Amazonas. A primeira pesquisa realizada pelo instituto Direto ao Ponto, divulgada nesta segunda-feira...

Roberto Cidade cobra Lula por tratamento igual para Amazonas e Pará

Ao fazer um balanço dos primeiros 70 dias à frente do Governo do Amazonas, o governador Roberto Cidade (União Brasil) destacou avanços nas áreas...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Direto ao Ponto: Omar lidera enquanto adversários duelam pelo segundo turno

O senador Omar Aziz (PSD) continua na liderança da corrida pelo Governo do Amazonas, segundo pesquisa Direto ao Ponto divulgada nesta segunda-feira (22). No...

Concursos federais abertos oferecem mais de 8,5 mil vagas em todo o país

Quem busca estabilidade no serviço público ou deseja ingressar na carreira militar tem oportunidades em concursos federais abertos em todo o país. As seleções...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Maria do Carmo precisa transformar crítica em proposta e discurso em estratégia

Nos bastidores da política amazonense, cresce a avaliação de que a pré-campanha de Maria do Carmo precisa de mais do que ajustes na comunicação....

Episódio em Benjamin Constant reacende debate sobre estilo político de Eduardo Braga

A reação do senador Eduardo Braga (MDB) durante uma agenda em Benjamin Constant, no Alto Solimões, reacendeu um debate que acompanha sua trajetória política...

Direto ao Ponto: Após passagem pelo AM, Lula abre 9 pontos de vantagem sobre Flávio

A disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto ganhou novos contornos no Amazonas. A primeira pesquisa realizada pelo instituto Direto ao Ponto, divulgada nesta segunda-feira...

Roberto Cidade cobra Lula por tratamento igual para Amazonas e Pará

Ao fazer um balanço dos primeiros 70 dias à frente do Governo do Amazonas, o governador Roberto Cidade (União Brasil) destacou avanços nas áreas...

Direto ao Ponto: Omar lidera enquanto adversários duelam pelo segundo turno

O senador Omar Aziz (PSD) continua na liderança da corrida pelo Governo do Amazonas, segundo pesquisa Direto ao Ponto divulgada nesta segunda-feira (22). No...

Concursos federais abertos oferecem mais de 8,5 mil vagas em todo o país

Quem busca estabilidade no serviço público ou deseja ingressar na carreira militar tem oportunidades em concursos federais abertos em todo o país. As seleções...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]