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COP30: Wilson Lima destaca a dificuldade de conciliar os debates entre desenvolvimento e preservação; “Amazônia estaria congelada”

Em conversa com jornalistas, Wilson Lima destacou, nesta segunda-feira (10/11), a dificuldade de conciliar os debates entre desenvolvimento de infraestrutura com preservação da floresta.

“Em um evento como a COP, o que temos observado ao longo dos anos é a construção de narrativas de gente que quer dizer que está interessada em preservar a Amazônia. Há uma desconexão muito grande entre a agenda ambiental global e a agenda ambiental da Amazônia”, explicou, afirmando que, enquanto o resto do mundo discute combustíveis fósseis e Inteligência Artificial, a Amazônia ainda discute inovações do século XVIII.

“Tratamento de esgoto, água potável, internet, energia e por aí vai. Então, a nossa grande preocupação é que eventos como esse daqui não saem das discussões e os efeitos práticos são muito pequenos. A impressão que eu tenho é que se dependesse do mundo, a Amazônia estaria congelada. Então, eles iam dormir com a cabeça tranquila, com a consciência de que fizeram alguma coisa”, disparou Lima.


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O Governador também manifestou preocupação sobre a dificuldade de pavimentar rodovias do Amazonas, que costumam conflitar com interesses ambientais, dizendo que, no final, a população amazonense acaba prejudicada.

“Condenar nossa população ao isolamento. Enquanto regiões como o Sul, Sudeste e outras partes do mundo têm o direito garantido de ir e vir. A impressão que eu tenho é que na Amazônia, a gente também não é brasileiro como os outros brasileiros”, refletiu o governador, que complementou “e o que eu acho que fazem quando dizem todas as vezes que a gente vai pavimentar uma rua ou que vai garantir o direito de ir e vir, a gente está desmatando a Amazônia”.

Parque Estadual Sucunduri

Wilson Lima assinou o primeiro contrato de REDD+ em uma Unidade de Conservação Estadual. O acordo envolve o Parque Estadual Sucunduri, em Apuí, a cerca de 450 km de Manaus. No mesmo evento, ele também anunciou o primeiro concurso público da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

As assinaturas ocorreram no painel “Governança Fiscal e Conservação Florestal”, dentro da Blue Zone da conferência.

O projeto de REDD+ será tocado pela empresa Future Climate, escolhida por meio de edital da Sema. A iniciativa pode gerar até R$ 590 milhões em 30 anos, com recursos ligados à preservação da floresta e redução de emissão de gases poluentes.

Wilson Lima disse que o programa foi construído junto às comunidades locais e tem foco social, como melhorias em água, energia, internet e no fortalecimento de atividades econômicas sustentáveis.

Segundo ele, o modelo de créditos de carbono foi criado com base em regras claras e estrutura legal sólida, com apoio do Banco Mundial.

O painel contou com representantes do GCF Task Force, Banco Mundial, Future Climate e da Sema.

A área do projeto tem quase 500 mil hectares e foi aprovada pela Sema e pelo Conselho Gestor do Mosaico do Apuí, após consulta pública em dezembro de 2024. É o primeiro contrato de REDD+ em unidade estadual do Amazonas, garantindo benefícios diretos para comunidades locais.

O governo também destacou que já opera dois formatos de mercado de carbono:

  • O programa estadual Jurisdicional de REDD+, ligado ao Amazonas 2030;
  • E projetos locais em unidades de conservação, como o do Sucunduri.

Concurso da Sema

No evento, Wilson Lima também confirmou a assinatura com o Cebraspe, banca responsável pelo primeiro concurso da história da Sema.

Serão 159 vagas para níveis médio e superior. O edital deve sair até dezembro de 2025, e as provas estão previstas para o primeiro trimestre de 2026.

Ele afirmou que o concurso vai ajudar a estruturar a gestão ambiental do Estado. Além disso, o governo já liberou outras 140 vagas para o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), reforçando a fiscalização e o licenciamento ambiental.

 

 

 

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Em conversa com jornalistas, Wilson Lima destacou, nesta segunda-feira (10/11), a dificuldade de conciliar os debates entre desenvolvimento de infraestrutura com preservação da floresta.

“Em um evento como a COP, o que temos observado ao longo dos anos é a construção de narrativas de gente que quer dizer que está interessada em preservar a Amazônia. Há uma desconexão muito grande entre a agenda ambiental global e a agenda ambiental da Amazônia”, explicou, afirmando que, enquanto o resto do mundo discute combustíveis fósseis e Inteligência Artificial, a Amazônia ainda discute inovações do século XVIII.

“Tratamento de esgoto, água potável, internet, energia e por aí vai. Então, a nossa grande preocupação é que eventos como esse daqui não saem das discussões e os efeitos práticos são muito pequenos. A impressão que eu tenho é que se dependesse do mundo, a Amazônia estaria congelada. Então, eles iam dormir com a cabeça tranquila, com a consciência de que fizeram alguma coisa”, disparou Lima.


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Wilson Lima assinou o primeiro contrato de REDD+ em uma Unidade de Conservação Estadual. O acordo envolve o Parque Estadual Sucunduri, em Apuí, a cerca de 450 km de Manaus. No mesmo evento, ele também anunciou o primeiro concurso público da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

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