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Crédito de carbono é apresentado como alternativa econômica no AM

A captação de recursos estrangeiros como pagamento pelos serviços ambientais prestados pela Floresta Amazônica foi uma das principais alternativas discutidas pelo Governo do Amazonas e por diversos profissionais durante a abertura da 1ª Conferência Internacional de Finanças Sustentáveis e Economia Criativa da Amazônia, realizada na noite desta segunda-feira,19. O crédito do carbono foi um dos destaques do evento.

A partir do decreto assinado pelo governador Wilson Lima em novembro deste ano, estabelecendo as cotas e a alocação dos créditos de carbono, o estado tem, ao todo, mais de 809,6 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO2e) disponíveis para venda. Desta forma, o Amazonas está habilitado a captar mais de US$ 1,6 bilhão em recursos estrangeiros, criando assim uma nova matriz econômica e sustentável para a região.

“A ideia deste evento é deixar claro que não é necessário desmatar para evoluir economicamente e mostrar para o Brasil e para o mundo os atrativos dos investimentos que o Amazonas tem. A venda do crédito de carbono em nosso estado é um celeiro que está aberto e esperando para receber os investimentos do mundo para que, em parceria com o modelo Zona Franca de Manaus, possamos desenvolver uma matriz econômica sólida”, explicou Acram Isper Jr., diretor-presidente da Cada.

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O Amazonas será o primeiro estado brasileiro a destinar parte dos créditos obtidos também para a iniciativa privada, saindo na frente inclusive do Brasil, cujo decreto só foi regulamentado em maio deste ano. Desta forma, empresas de todo o mundo poderão compensar suas emissões a partir da compra de créditos de carbono amazonense.

Algo em torno de 800 milhões de toneladas de carbono é o saldo que o Amazonas possui para oferecer como compensação, por metas ambientais cumpridas antes da promulgação da Lei de Serviços Ambientais. Recursos que podem representar investimentos em saúde, educação, infraestrutura e criação de alternativas econômicas nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, onde vivem populações tradicionais, segundo apontou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

“Temos um grande desafio, pois ao mesmo tempo que a gente aumenta a capacidade econômica do estado e gera riqueza, precisamos também do compromisso de reduzir emissões e de manter a floresta em pé, e buscamos incansavelmente alternativa para isso. Nós temos a Zona Franca, mas também uma grande oportunidade para o desenvolvimento de uma nova matriz econômica a partir dos recursos ambientais que temos em abundância”, afirmou Taveira.

Programação

A organização do evento, que segue durante toda esta terça-feira (20/12), priorizou trazer para o debate assuntos que buscam enfatizar o potencial da Amazônia para o futuro verde e digital. O evento é gratuito e conta com apoio da Companhia de Valores Mobiliários (CVM), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Ambify.

Durante o encontro, autoridades e especialistas discutirão ainda sobre o desenvolvimento da região com foco em tecnologia e economia sustentável, além do fomento do mercado de capitais e os desafios para o futuro, objetivando a preservação ambiental. A 1ª Conferência Internacional de Finanças Sustentáveis e Economia Criativa da Amazônia é um evento 100% compensado em crédito de carbono por meio da Ambify, sem gerar qualquer ônus ao estado do Amazonas.

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A captação de recursos estrangeiros como pagamento pelos serviços ambientais prestados pela Floresta Amazônica foi uma das principais alternativas discutidas pelo Governo do Amazonas e por diversos profissionais durante a abertura da 1ª Conferência Internacional de Finanças Sustentáveis e Economia Criativa da Amazônia, realizada na noite desta segunda-feira,19. O crédito do carbono foi um dos destaques do evento.

A partir do decreto assinado pelo governador Wilson Lima em novembro deste ano, estabelecendo as cotas e a alocação dos créditos de carbono, o estado tem, ao todo, mais de 809,6 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO2e) disponíveis para venda. Desta forma, o Amazonas está habilitado a captar mais de US$ 1,6 bilhão em recursos estrangeiros, criando assim uma nova matriz econômica e sustentável para a região.

“A ideia deste evento é deixar claro que não é necessário desmatar para evoluir economicamente e mostrar para o Brasil e para o mundo os atrativos dos investimentos que o Amazonas tem. A venda do crédito de carbono em nosso estado é um celeiro que está aberto e esperando para receber os investimentos do mundo para que, em parceria com o modelo Zona Franca de Manaus, possamos desenvolver uma matriz econômica sólida”, explicou Acram Isper Jr., diretor-presidente da Cada.

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“Temos um grande desafio, pois ao mesmo tempo que a gente aumenta a capacidade econômica do estado e gera riqueza, precisamos também do compromisso de reduzir emissões e de manter a floresta em pé, e buscamos incansavelmente alternativa para isso. Nós temos a Zona Franca, mas também uma grande oportunidade para o desenvolvimento de uma nova matriz econômica a partir dos recursos ambientais que temos em abundância”, afirmou Taveira.

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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