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Cresce número de mulheres que querem adiar a maternidade, aponta pesquisa

Uma pesquisa divulgada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados Estatísticos (Seade), mostrou que cada vez mais mulheres decidem adiar a maternidade no Brasil. Entre os anos de 2010 e 2022, o número de gestantes com mais de 30 anos cresceu 64%. O motivo, segundo muitas delas, é a falta de preparo emocional.

Primeiro filho após os 30

A representante comercial, Hellen Nogueira, deu à luz ao primeiro filho, aos 33 anos. Segundo ela, a decisão de postergar a maternidade foi tentar equilibrar a vida emocional antes da mudança drástica, que é a chegada do bebê, e o desejo de ‘aproveitar os momentos’ até a nova responsabilidade.

“Sempre sonhei em ser mãe, mas por conta de insegurança, emoções mal resolvidas, como complexo de inferioridade, baixa autoestima, carência emocional, o egoísmo foi tomando conta do meu coração em achar que aquele não seria o momento. Antes dos 30 estava em uma fase muito ‘quero aproveitar, mas quero ser feliz’, não fazia nenhum sentido”, disse ela, em entrevista ao portal Rede Onda Digital.

Hellen também contou que, reproduziu o comportamento e decisões da mãe e resolveu focar na carreira. Mas que hoje, com a chegada de Liana, se sente realizada.

“Eu estava só seguindo os passos dela, focar na carreira, trabalhar, ser bem sucedida, e só estava tapando as emoções mal resolvidas. Quando me livrei de todo esse ciclo, me senti livre e segura para ter uma criança, e hoje sou a mulher mais completa da vida inteira com minha filha”, contou.

Foto: Acervo Pessoal/Hellen Nogueira

Segundo filho após os 30

Diferente de Hellen, a advogada Celda Felipe, teve o primeiro filho aos 22 anos e, só decidiu ter o segundo aos 35, pois passou por muitos conflitos emocionais na primeira gestação. Hoje, com ambas experiências, ela afirma ter encontrado a idade perfeita para se tornar mãe.

“Meu emocional ficou muito abalado, com um milhão de pensamentos, achando que minha vida tinha acabado, e no começo eu achava que a maternidade era um peso enorme, tudo eu intensificava demais. Então falando da parte emocional, se eu pudesse, teria tido meus dois filhos após os 30, pois, estamos muito mais preparadas para viver esse momento com mais leveza”, declarou.

Foto: Acervo Pessoal/Hellen Nogueira

Leia também:

Veja 5 dicas de como proteger seu pet do barulho de fogos de artifício 


O que dizem especialistas sobre a decisão?

Segundo a psicóloga Jaqueline Souza, é recorrente que mulheres tenham receio de se tornarem mães como reflexo de experiências do passado ou a sensação de ‘não estar pronta’ para algo tão importante.

“Não devemos pensar como humanos que temos que estar 100% preparados para tudo nas nossas vidas, não há como! O que se pode fazer é amadurecer, analisar, dialogar, esta talvez seja uma das regras mais importantes: saber se sua rede de apoio poderá te ajudar nessa empreitada, sabe? Porquê decisões unilaterais, podem ser demais frustrantes e trazer consequências negativas para a saúde mental materna. É válido também procurar ajuda psicológica para entender possíveis traumas e entender melhor sua necessidade”, pontua a especialista.

Para as mulheres que desejam ser mães, é comum o receio, porém ‘você só tem medo daquilo que não conhece’, então é importante buscar apoio.

“Assim como nós, nos preparamos e estudamos para diversas atividades na vida, uma opção positiva é procurar também esse tipo de conhecimento para a maternidade”, explica Jaqueline Souza.

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Uma pesquisa divulgada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados Estatísticos (Seade), mostrou que cada vez mais mulheres decidem adiar a maternidade no Brasil. Entre os anos de 2010 e 2022, o número de gestantes com mais de 30 anos cresceu 64%. O motivo, segundo muitas delas, é a falta de preparo emocional.

Primeiro filho após os 30

A representante comercial, Hellen Nogueira, deu à luz ao primeiro filho, aos 33 anos. Segundo ela, a decisão de postergar a maternidade foi tentar equilibrar a vida emocional antes da mudança drástica, que é a chegada do bebê, e o desejo de ‘aproveitar os momentos’ até a nova responsabilidade.

“Sempre sonhei em ser mãe, mas por conta de insegurança, emoções mal resolvidas, como complexo de inferioridade, baixa autoestima, carência emocional, o egoísmo foi tomando conta do meu coração em achar que aquele não seria o momento. Antes dos 30 estava em uma fase muito ‘quero aproveitar, mas quero ser feliz’, não fazia nenhum sentido”, disse ela, em entrevista ao portal Rede Onda Digital.

Hellen também contou que, reproduziu o comportamento e decisões da mãe e resolveu focar na carreira. Mas que hoje, com a chegada de Liana, se sente realizada.

“Eu estava só seguindo os passos dela, focar na carreira, trabalhar, ser bem sucedida, e só estava tapando as emoções mal resolvidas. Quando me livrei de todo esse ciclo, me senti livre e segura para ter uma criança, e hoje sou a mulher mais completa da vida inteira com minha filha”, contou.

Foto: Acervo Pessoal/Hellen Nogueira

Segundo filho após os 30

Diferente de Hellen, a advogada Celda Felipe, teve o primeiro filho aos 22 anos e, só decidiu ter o segundo aos 35, pois passou por muitos conflitos emocionais na primeira gestação. Hoje, com ambas experiências, ela afirma ter encontrado a idade perfeita para se tornar mãe.

“Meu emocional ficou muito abalado, com um milhão de pensamentos, achando que minha vida tinha acabado, e no começo eu achava que a maternidade era um peso enorme, tudo eu intensificava demais. Então falando da parte emocional, se eu pudesse, teria tido meus dois filhos após os 30, pois, estamos muito mais preparadas para viver esse momento com mais leveza”, declarou.

Foto: Acervo Pessoal/Hellen Nogueira

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O que dizem especialistas sobre a decisão?

Segundo a psicóloga Jaqueline Souza, é recorrente que mulheres tenham receio de se tornarem mães como reflexo de experiências do passado ou a sensação de ‘não estar pronta’ para algo tão importante.

“Não devemos pensar como humanos que temos que estar 100% preparados para tudo nas nossas vidas, não há como! O que se pode fazer é amadurecer, analisar, dialogar, esta talvez seja uma das regras mais importantes: saber se sua rede de apoio poderá te ajudar nessa empreitada, sabe? Porquê decisões unilaterais, podem ser demais frustrantes e trazer consequências negativas para a saúde mental materna. É válido também procurar ajuda psicológica para entender possíveis traumas e entender melhor sua necessidade”, pontua a especialista.

Para as mulheres que desejam ser mães, é comum o receio, porém ‘você só tem medo daquilo que não conhece’, então é importante buscar apoio.

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