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Doença de Chagas: bebês podem não apresentar sintomas, alerta médico

O diagnóstico precoce da doença de Chagas em bebês é fundamental para evitar complicações graves que podem surgir ao longo da vida. À Rede Onda Digital, o médico infectologista Nelson Barbosa destacou a importância do rastreamento da doença ainda durante o pré-natal e da identificação rápida da infecção nos primeiros meses de vida.

Segundo o especialista, quando o tratamento é iniciado precocemente, é possível impedir o desenvolvimento de sequelas que atingem principalmente o coração e o sistema digestivo.

“Você iniciando o tratamento, evita que esse bebê tenha complicações no coração, no esôfago e no intestino. O diagnóstico precoce faz toda a diferença”, afirmou.

Embora a transmissão oral, principalmente por meio do consumo de açaí e buriti de procedência duvidosa, continue sendo a principal forma de infecção no Amazonas, Barbosa chama atenção para os casos de transmissão de mãe para filho durante a gestação.

De acordo com o infectologista, essa forma de transmissão ainda é pouco notificada no estado, mas reforça a necessidade de incluir o rastreamento da doença de Chagas no pré-natal.

“É importante verificar se a gestante apresenta sorologia positiva ou a presença do Trypanosoma cruzi no sangue. Isso permite identificar precocemente os casos e iniciar o acompanhamento do bebê”, explicou.

Médico infectologista Nelson Barbosa (Foto: arquivo pessoal / Rede Onda Digital)

O alerta ganha ainda mais importância porque muitos recém-nascidos e crianças infectados não apresentam sintomas.

Quando surgem manifestações clínicas, os sinais mais comuns são febre prolongada, irritabilidade e aumento do fígado e do baço. Segundo Barbosa, esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças frequentes na infância, o que exige atenção dos profissionais de saúde.

“É importante que o pediatra fique em alerta e considere a possibilidade da doença de Chagas para solicitar o exame”, disse.


Leia mais

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Tratamento ficou mais fácil

Outro avanço destacado pelo infectologista é a disponibilidade da formulação pediátrica do medicamento utilizado no tratamento da doença de Chagas.

Segundo ele, anteriormente era necessário adaptar comprimidos destinados a adultos para administrar a dose correta às crianças.

“Hoje, com a disponibilização do remédio em solução para crianças, houve um divisor de águas no tratamento. Antes era preciso dividir ou dissolver comprimidos, o que não era a forma mais adequada.”

O Ministério da Saúde também reforça que o tratamento iniciado precocemente aumenta significativamente as chances de cura da doença em bebês infectados, especialmente nos casos de transmissão congênita.

Distâncias dificultam diagnóstico

Apesar dos avanços no tratamento, Barbosa afirma que o principal desafio continua sendo o diagnóstico precoce, especialmente nos municípios mais distantes do Amazonas.

Segundo ele, enquanto crianças atendidas em Manaus conseguem acessar exames e tratamento com maior rapidez, a realidade no interior é diferente.

“O Amazonas tem dimensões continentais. Uma criança em Manaus consegue um diagnóstico muito mais rápido do que uma criança em municípios distantes, como Beruri ou Apuí. Esse atraso favorece o aparecimento de complicações futuras.”

Sem tratamento, a doença pode evoluir de forma silenciosa durante anos e provocar alterações cardíacas e digestivas na fase adulta.

Para o infectologista, ampliar o diagnóstico durante o pré-natal, capacitar profissionais para reconhecer os sinais da doença e garantir acesso ao tratamento são medidas essenciais para reduzir os impactos da doença de Chagas entre crianças amazonenses.

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O diagnóstico precoce da doença de Chagas em bebês é fundamental para evitar complicações graves que podem surgir ao longo da vida. À Rede Onda Digital, o médico infectologista Nelson Barbosa destacou a importância do rastreamento da doença ainda durante o pré-natal e da identificação rápida da infecção nos primeiros meses de vida.

Segundo o especialista, quando o tratamento é iniciado precocemente, é possível impedir o desenvolvimento de sequelas que atingem principalmente o coração e o sistema digestivo.

“Você iniciando o tratamento, evita que esse bebê tenha complicações no coração, no esôfago e no intestino. O diagnóstico precoce faz toda a diferença”, afirmou.

Embora a transmissão oral, principalmente por meio do consumo de açaí e buriti de procedência duvidosa, continue sendo a principal forma de infecção no Amazonas, Barbosa chama atenção para os casos de transmissão de mãe para filho durante a gestação.

De acordo com o infectologista, essa forma de transmissão ainda é pouco notificada no estado, mas reforça a necessidade de incluir o rastreamento da doença de Chagas no pré-natal.

“É importante verificar se a gestante apresenta sorologia positiva ou a presença do Trypanosoma cruzi no sangue. Isso permite identificar precocemente os casos e iniciar o acompanhamento do bebê”, explicou.

Médico infectologista Nelson Barbosa (Foto: arquivo pessoal / Rede Onda Digital)

O alerta ganha ainda mais importância porque muitos recém-nascidos e crianças infectados não apresentam sintomas.

Quando surgem manifestações clínicas, os sinais mais comuns são febre prolongada, irritabilidade e aumento do fígado e do baço. Segundo Barbosa, esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças frequentes na infância, o que exige atenção dos profissionais de saúde.

“É importante que o pediatra fique em alerta e considere a possibilidade da doença de Chagas para solicitar o exame”, disse.


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“Hoje, com a disponibilização do remédio em solução para crianças, houve um divisor de águas no tratamento. Antes era preciso dividir ou dissolver comprimidos, o que não era a forma mais adequada.”

O Ministério da Saúde também reforça que o tratamento iniciado precocemente aumenta significativamente as chances de cura da doença em bebês infectados, especialmente nos casos de transmissão congênita.

Distâncias dificultam diagnóstico

Apesar dos avanços no tratamento, Barbosa afirma que o principal desafio continua sendo o diagnóstico precoce, especialmente nos municípios mais distantes do Amazonas.

Segundo ele, enquanto crianças atendidas em Manaus conseguem acessar exames e tratamento com maior rapidez, a realidade no interior é diferente.

“O Amazonas tem dimensões continentais. Uma criança em Manaus consegue um diagnóstico muito mais rápido do que uma criança em municípios distantes, como Beruri ou Apuí. Esse atraso favorece o aparecimento de complicações futuras.”

Sem tratamento, a doença pode evoluir de forma silenciosa durante anos e provocar alterações cardíacas e digestivas na fase adulta.

Para o infectologista, ampliar o diagnóstico durante o pré-natal, capacitar profissionais para reconhecer os sinais da doença e garantir acesso ao tratamento são medidas essenciais para reduzir os impactos da doença de Chagas entre crianças amazonenses.

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