Mais de 1,7 mil eleitores de comunidades indígenas e tradicionais do Amazonas relataram dificuldades de transporte para chegar aos locais de votação no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). As demandas foram encaminhadas à Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) por associações, lideranças indígenas e organizações representativas.
Em Carauari, nove locais de votação na zona rural registraram 477 abstenções no primeiro turno, conforme informações encaminhadas à instituição. Os relatos apontam a falta de transporte e a distância entre as comunidades e as seções eleitorais como obstáculos ao voto.
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Diante das solicitações, a Defensoria encaminhou ofícios aos órgãos competentes, incluindo o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), para articular medidas que garantam o acesso às urnas.
Na quinta-feira (22), a presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, determinou o envio de orientações aos juízes eleitorais para assegurar o transporte gratuito de eleitores no segundo turno.
As demandas envolvem comunidades indígenas, ribeirinhas e extrativistas de municípios como Lábrea, Maués, Tabatinga, Tefé e Barcelos.
A Defensoria acompanha os casos e solicita informações sobre embarcações, veículos, combustível, rotas e horários necessários para o deslocamento de ida e volta dos eleitores. A instituição também orienta comunidades que enfrentam dificuldades a procurar o Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (NUDCIT).
