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“É muita fumaça, e isso tá dificultando a navegação no rio Madeira”: Capitão e representante de sindicato falam sobre impacto de queimadas

Segundo representante do sindicato fluvial, navegação no Madeira foi suspensa; fumaça dificulta visibilidade e ameaça barcos.

Antônio Brito, representante do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Fluvial do Amazonas, falou nesta quinta (29/8) à Rede Onda Digital, no programa Onda do Povo, sobre o estado atual da navegação nos rios durante a época de estiagem severa, e como a fumaça constante sobre o estado vem prejudicando o transporte fluvial.

Brito afirmou:

“A navegação no rio Madeira já foi suspensa pelas autoridades marítimas. Nessa época, eles já cortam a navegação noturna devido às precariedades do Madeira. E com essa fumaça toda baixando dentro do rio, fica muito complicada a navegação. Isso dificulta muito, porque os práticos que fazem esse serviço precisam ter um ponto de referência nas margens do rio. Apesar de hoje nós termos aparelho de auxílio à navegação, ele por si só não é suficiente. Nós precisamos ter visibilidade daquilo que estamos fazendo. O Madeira, ele canaliza nessa época, e muitos trechos ficam estreitos. Então, a gente precisa ver o que tá fazendo.

Quando você tem um rio cheio de fumaça que não te dá visibilidade, fica meio difícil de navegar e é melhor parar”.

Veja abaixo:


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Além disso, o Onda do Povo também conversou com o capitão José Maria Moura, que comanda uma embarcação navegando pelo rio Madeira. Ele falou sobre as dificuldades que a fumaça causa à navegação.

Ele disse:

“Está muito forte a fumaça. Nesse caso, a navegação fica restrita, ela fica zero. O sol sai, mas a gente não vê praticamente ele. É muita fumaça, e isso tá dificultando a navegação no rio Madeira. Tem muitos comboios, tanto de petróleo quanto de soja, abarrancados já há dois dias, por conta da fumaça.

De Porto Velho a Santarém, que é o trajeto que eu faço, o normal era uma viagem de 120 horas, 140 no máximo, e agora tá indo pra quase 300 horas. É um impacto muito grande. Até mesmo pra nós, tripulantes, porque a gente fica exausto. Além disso, é como se a gente estivesse vetado de trabalhar”.

Veja abaixo:

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Antônio Brito, representante do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Fluvial do Amazonas, falou nesta quinta (29/8) à Rede Onda Digital, no programa Onda do Povo, sobre o estado atual da navegação nos rios durante a época de estiagem severa, e como a fumaça constante sobre o estado vem prejudicando o transporte fluvial.

Brito afirmou:

“A navegação no rio Madeira já foi suspensa pelas autoridades marítimas. Nessa época, eles já cortam a navegação noturna devido às precariedades do Madeira. E com essa fumaça toda baixando dentro do rio, fica muito complicada a navegação. Isso dificulta muito, porque os práticos que fazem esse serviço precisam ter um ponto de referência nas margens do rio. Apesar de hoje nós termos aparelho de auxílio à navegação, ele por si só não é suficiente. Nós precisamos ter visibilidade daquilo que estamos fazendo. O Madeira, ele canaliza nessa época, e muitos trechos ficam estreitos. Então, a gente precisa ver o que tá fazendo.

Quando você tem um rio cheio de fumaça que não te dá visibilidade, fica meio difícil de navegar e é melhor parar”.

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Ele disse:

“Está muito forte a fumaça. Nesse caso, a navegação fica restrita, ela fica zero. O sol sai, mas a gente não vê praticamente ele. É muita fumaça, e isso tá dificultando a navegação no rio Madeira. Tem muitos comboios, tanto de petróleo quanto de soja, abarrancados já há dois dias, por conta da fumaça.

De Porto Velho a Santarém, que é o trajeto que eu faço, o normal era uma viagem de 120 horas, 140 no máximo, e agora tá indo pra quase 300 horas. É um impacto muito grande. Até mesmo pra nós, tripulantes, porque a gente fica exausto. Além disso, é como se a gente estivesse vetado de trabalhar”.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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