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Especialista cobra investimento em tecnologia para Brasil avançar em terras raras

O Brasil precisa de políticas públicas e investimentos em pesquisa e tecnologia para conseguir atrair grandes investimentos em cadeias produtivas de alta tecnologia, como a exploração e transformação de terras raras. A avaliação é do economista, consultor empresarial e especialista em desenvolvimento regional da Amazônia, Osíris Messias Araújo da Silva, em entrevista ao Onda News, nesta terça-feira (18/8).

Segundo Osíris, o país precisa criar condições para integrar universidades, institutos de pesquisa e setor produtivo. Para ele, a falta de recursos destinados à ciência e à inovação dificulta a capacidade brasileira de acompanhar a evolução tecnológica internacional.

O economista citou como exemplo a diferença entre os recursos disponíveis para instituições brasileiras e grandes universidades estrangeiras. Segundo ele, a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, possui orçamento anual de aproximadamente US$ 6,7 bilhões, enquanto instituições brasileiras trabalham com recursos significativamente menores.

“É um distanciamento muito grande. Não vai funcionar na conversa afiada. Tem que entrar dentro do sistema, tem que entrar dentro da cadeia e investir para poder acompanhar a evolução mundial”, afirmou.

Amazonas precisa conhecer suas potencialidades

Na avaliação de Osíris, o problema também passa pela baixa produção de conhecimento técnico na Amazônia. Ele defende maior integração entre as universidades e o setor produtivo para identificar as potencialidades econômicas de cada região.

O economista destacou a importância do Zoneamento Ecológico-Econômico para definir as vocações econômicas das diferentes regiões do Amazonas e orientar investimentos.

“Se nós não produzimos material técnico, nós não vamos conhecer as nossas potencialidades. Nem saber como utilizá-las, como aproveitá-las, como empregá-las”, declarou.

Osíris citou regiões como Purus, Rio Negro, Juruá, Alto Solimões, Médio Amazonas e Baixo Amazonas como áreas que precisam ter suas características e possibilidades econômicas estudadas de forma mais detalhada.

Para ele, decisões sobre desenvolvimento regional não podem ser tomadas apenas por meio de decretos ou medidas administrativas. É necessário produzir dados, pesquisas e estudos capazes de orientar investimentos de acordo com as necessidades do mercado.


Saiba mais: 

Eleições 2026: Amazonas registra 461 candidaturas contra 660 em 2022

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Com décadas de acompanhamento da economia amazonense, Osíris também criticou a dificuldade de o Amazonas atrair investimentos de alta tecnologia para a Zona Franca de Manaus.

Ele lembrou que acompanha o modelo desde a sua implantação, ainda na década de 1960, e afirmou que algumas limitações estruturais permanecem praticamente inalteradas.

O economista citou o investimento de cerca de US$ 2 bilhões da Intel no Vietnã como exemplo de empreendimento de alta tecnologia que poderia servir de referência para a Zona Franca de Manaus.

“A Intel o que quer? Produz o cérebro do computador. Por que esse investimento não veio para a Zona Franca de Manaus? Não há respostas para isso”, questionou.

Na avaliação do especialista, o Amazonas precisa construir uma ambiência mais favorável à inovação, aproximando a produção científica das demandas das empresas.

Exemplos internacionais

Osíris também mencionou países como Polônia, Irlanda e Vietnã como exemplos de economias que avançaram por meio de investimentos em tecnologia e integração com o setor produtivo.

Para ele, o Brasil precisa observar essas experiências e adaptar estratégias que permitam reduzir a distância tecnológica em relação a outras economias.

“O mundo está ensinando”, afirmou o economista, ao defender que universidades e institutos de pesquisa brasileiros sejam mais conectados às empresas e às necessidades do mercado.

Segundo Osíris, o desafio não se limita às terras raras. A mesma estrutura de pesquisa, tecnologia e inovação é necessária para desenvolver outras cadeias produtivas estratégicas e ampliar a capacidade do Brasil de agregar valor aos seus próprios recursos naturais.

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O Brasil precisa de políticas públicas e investimentos em pesquisa e tecnologia para conseguir atrair grandes investimentos em cadeias produtivas de alta tecnologia, como a exploração e transformação de terras raras. A avaliação é do economista, consultor empresarial e especialista em desenvolvimento regional da Amazônia, Osíris Messias Araújo da Silva, em entrevista ao Onda News, nesta terça-feira (18/8).

Segundo Osíris, o país precisa criar condições para integrar universidades, institutos de pesquisa e setor produtivo. Para ele, a falta de recursos destinados à ciência e à inovação dificulta a capacidade brasileira de acompanhar a evolução tecnológica internacional.

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Amazonas precisa conhecer suas potencialidades

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O economista destacou a importância do Zoneamento Ecológico-Econômico para definir as vocações econômicas das diferentes regiões do Amazonas e orientar investimentos.

“Se nós não produzimos material técnico, nós não vamos conhecer as nossas potencialidades. Nem saber como utilizá-las, como aproveitá-las, como empregá-las”, declarou.

Osíris citou regiões como Purus, Rio Negro, Juruá, Alto Solimões, Médio Amazonas e Baixo Amazonas como áreas que precisam ter suas características e possibilidades econômicas estudadas de forma mais detalhada.

Para ele, decisões sobre desenvolvimento regional não podem ser tomadas apenas por meio de decretos ou medidas administrativas. É necessário produzir dados, pesquisas e estudos capazes de orientar investimentos de acordo com as necessidades do mercado.


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