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Estudantes no Amazonas sofrem mais por falta de absorventes; entenda

O Amazonas lidera o ranking nacional de pobreza menstrual, com 27,9% das adolescentes entre 13 e 17 anos que deixam de ir à escola ao menos uma vez por ano por falta de absorventes, segundo dados do IBGE.

O índice é quase o dobro da média nacional, de 15%, e evidencia o impacto da falta de acesso a itens básicos na educação e na permanência escolar de meninas no estado.

O levantamento, realizado em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, também aponta que a Região Norte apresenta menor oferta de absorventes nas escolas: apenas 56% das alunas estudam em instituições que fornecem o item, bem abaixo de regiões como o Sudeste, onde o índice chega a 92%.

No ranking, o Amazonas é seguido por Roraima (23,5%) e Tocantins (23%). Já Santa Catarina apresenta o menor percentual, com 9,2% de acesso ao item básico de higiene.

Os dados reforçam o impacto da chamada pobreza menstrual na educação, o que afeta a frequência escolar e contribui para desigualdades. Especialistas apontam a necessidade de políticas públicas mais efetivas para garantir acesso a produtos de higiene e permanência das estudantes nas salas de aula.


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Entenda o que é pobreza menstrual

A pobreza menstrual é a falta de acesso a itens básicos de higiene durante o período menstrual, como absorventes, além de condições adequadas de saneamento e informação. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2014 como uma questão de saúde pública e direitos humanos, a situação afeta milhares de pessoas no Brasil, especialmente adolescentes em idade escolar.

Sem acesso a produtos adequados, estudantes recorrem a alternativas precárias, como panos ou papel, o que pode causar riscos à saúde e constrangimento. Como consequência, deixam de frequentar a escola, o que prejudica o aprendizado e amplia desigualdades sociais e de gênero.

Conforme o IBGE, no Brasil, uma em cada quatro meninas já faltou às aulas por falta de absorventes. Além disso, estudantes enfrentam escolas sem infraestrutura básica de higiene, como banheiros adequados e acesso a água e sabão.

Diante desse cenário, propostas em debate no Congresso defendem a distribuição gratuita de absorventes em escolas, unidades de saúde e outros espaços públicos. As medidas buscam garantir dignidade menstrual, reduzir a evasão escolar e assegurar melhores condições de saúde e desenvolvimento para meninas e mulheres.

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