Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Festival Folclórico do Amazonas tem noite marcada por fé, resistência e memória ancestral

A sétima noite do Festival Folclórico do Amazonas, na sexta-feira (18/07), foi marcada por uma sucessão de espetáculos que atravessaram tempos e territórios: da resistência indígena ao cangaço, da fé sertaneja à ancestralidade afro-brasileira, artistas levaram ao palco do Centro Cultural dos Povos da Amazônia performances carregadas de luta e identidade.

O grupo Garrote Renascer abriu a noite com um enredo forte: a guerra entre os povos originários e a conquista da paz. Segundo o coordenador Natanael Cardoso, a proposta era sensibilizar o público do festival para o esforço histórico dos indígenas por território e sobrevivência, até alcançarem a sonhada tranquilidade: “Queríamos mostrar a guerra que existia entre os povos indígenas e como, depois de tanta luta, eles conseguiram a paz.”

Na sequência, a dança nordestina Cabras do Capitão Rufino resgatou o imaginário do sertão com o tema ‘Raízes do Nordeste: Fé de um cabra da peste’. Em cena, a fé como força que move o povo nordestino diante da seca, da luta e da esperança.

Ancestralidade

A ancestralidade foi protagonista no Cacetinho Waimiri Atroari, que apresentou ‘A Revelação Mortal’, um espetáculo impactante sobre o massacre do povo Kinja em 1974. Inspirado na Festa da Colheita, o enredo traz um pajé que prevê a destruição da aldeia por um “pó branco” lançado do céu.

“Estamos aqui para preservar a memória dos nossos povos. Essa é uma homenagem ao nosso sangue”, declarou José de Arimateia, coordenador do grupo durante o festival. O narrador Leonardo dos Anjos resumiu: “A gente luta para manter viva a história dos povos originários.”


Leia mais

Dançarina substituta de Isabelle Nogueira sofre acidente durante apresentação em Parintins

Estudantes paraenses mortos em acidente com ônibus da UFPA em Goiás são enterrados


Na quarta apresentação da noite, a dança nordestina Cabras do Capitão Silvino contou, com vigor e poesia, ‘A saga de Lampião’. Cores, ritmos e passos marcantes recriaram a trajetória do cangaceiro mais icônico da história brasileira, com destaque para a força de Maria Bonita e os conflitos entre justiça e violência.

Foi um sonho de infância interpretar o Lampião”, disse emocionado o brincante Samuel Ribeiro. O diretor Jorge Valente ressaltou os desafios enfrentados:  “Este ano foi difícil, mas seguimos firmes, porque sabemos a importância de manter essa história viva.”

O grupo Serafina apresentou a dança regional ‘As danças nortistas’, uma viagem pela musicalidade amazônica, com números de ciranda, jacundá, maçariquinho, arara, boi-bumbá e carimbó. O coreógrafo Rhandy explicou: “Queremos mostrar a riqueza da nossa região e valorizar tudo aquilo que está se perdendo.”

Encerrando a noite, o grupo Nordeste Sangrento levou à arena ‘Exu – A terra de Luiz Gonzaga’. A apresentação entrelaçou a trajetória do Rei do Baião com os conflitos sangrentos entre famílias rivais no sertão de Pernambuco, evocando o peso da história e o orgulho do povo nordestino. A performance foi uma verdadeira aula sobre o Brasil profundo — de dores, raízes e resistência.

Programação

Neste sábado (19/07), o público poderá prestigiar as seguintes apresentações: Dança Nordestina com o grupo Cabras de Lampião, Cacetinho com os Tarianos do IFAM, Dança Nordestina com o grupo Pisada do Sertão, Dança Regional com o grupo Simetria Norte, Dança Nordestina com os Justiceiros do Sertão e, encerrando a noite, a apresentação dos Povos Indígenas com o grupo Cuximiraíba.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A sétima noite do Festival Folclórico do Amazonas, na sexta-feira (18/07), foi marcada por uma sucessão de espetáculos que atravessaram tempos e territórios: da resistência indígena ao cangaço, da fé sertaneja à ancestralidade afro-brasileira, artistas levaram ao palco do Centro Cultural dos Povos da Amazônia performances carregadas de luta e identidade.

O grupo Garrote Renascer abriu a noite com um enredo forte: a guerra entre os povos originários e a conquista da paz. Segundo o coordenador Natanael Cardoso, a proposta era sensibilizar o público do festival para o esforço histórico dos indígenas por território e sobrevivência, até alcançarem a sonhada tranquilidade: “Queríamos mostrar a guerra que existia entre os povos indígenas e como, depois de tanta luta, eles conseguiram a paz.”

Na sequência, a dança nordestina Cabras do Capitão Rufino resgatou o imaginário do sertão com o tema ‘Raízes do Nordeste: Fé de um cabra da peste’. Em cena, a fé como força que move o povo nordestino diante da seca, da luta e da esperança.

Ancestralidade

A ancestralidade foi protagonista no Cacetinho Waimiri Atroari, que apresentou ‘A Revelação Mortal’, um espetáculo impactante sobre o massacre do povo Kinja em 1974. Inspirado na Festa da Colheita, o enredo traz um pajé que prevê a destruição da aldeia por um “pó branco” lançado do céu.

“Estamos aqui para preservar a memória dos nossos povos. Essa é uma homenagem ao nosso sangue”, declarou José de Arimateia, coordenador do grupo durante o festival. O narrador Leonardo dos Anjos resumiu: “A gente luta para manter viva a história dos povos originários.”


Leia mais

Dançarina substituta de Isabelle Nogueira sofre acidente durante apresentação em Parintins

Estudantes paraenses mortos em acidente com ônibus da UFPA em Goiás são enterrados


Na quarta apresentação da noite, a dança nordestina Cabras do Capitão Silvino contou, com vigor e poesia, ‘A saga de Lampião’. Cores, ritmos e passos marcantes recriaram a trajetória do cangaceiro mais icônico da história brasileira, com destaque para a força de Maria Bonita e os conflitos entre justiça e violência.

Foi um sonho de infância interpretar o Lampião”, disse emocionado o brincante Samuel Ribeiro. O diretor Jorge Valente ressaltou os desafios enfrentados:  “Este ano foi difícil, mas seguimos firmes, porque sabemos a importância de manter essa história viva.”

O grupo Serafina apresentou a dança regional ‘As danças nortistas’, uma viagem pela musicalidade amazônica, com números de ciranda, jacundá, maçariquinho, arara, boi-bumbá e carimbó. O coreógrafo Rhandy explicou: “Queremos mostrar a riqueza da nossa região e valorizar tudo aquilo que está se perdendo.”

Encerrando a noite, o grupo Nordeste Sangrento levou à arena ‘Exu – A terra de Luiz Gonzaga’. A apresentação entrelaçou a trajetória do Rei do Baião com os conflitos sangrentos entre famílias rivais no sertão de Pernambuco, evocando o peso da história e o orgulho do povo nordestino. A performance foi uma verdadeira aula sobre o Brasil profundo — de dores, raízes e resistência.

Programação

Neste sábado (19/07), o público poderá prestigiar as seguintes apresentações: Dança Nordestina com o grupo Cabras de Lampião, Cacetinho com os Tarianos do IFAM, Dança Nordestina com o grupo Pisada do Sertão, Dança Regional com o grupo Simetria Norte, Dança Nordestina com os Justiceiros do Sertão e, encerrando a noite, a apresentação dos Povos Indígenas com o grupo Cuximiraíba.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Manaus registra 36,2°C e bate recorde de temperatura pelo 2° dia consecutivo

Manaus registrou nesta segunda-feira (10/8) a maior temperatura do ano pelo segundo dia consecutivo. Os termômetros marcaram 36,2°C às 14h, segundo dados do Instituto...

Boi Garanhão vence Festival Folclórico do Amazonas após 12 anos de jejum

O Boi Garanhão foi coroado campeão do 68º Festival Folclórico do Amazonas, encerrando um jejum de 12 anos sem conquistar o título. A vitória...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Preço médio da cesta básica cai para R$ 280,58 em Manaus, aponta Procon

O valor médio da cesta básica em Manaus caiu 5,18% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa divulgada pelo Procon Manaus....

Primeira Rua Gastronômica de Manaus terá corredor verde preservado

Um dos principais patrimônios naturais da rua Ferreira Pena, no Centro de Manaus, será preservado durante o projeto de requalificação urbana que prevê a...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Trânsito terá alterações durante obras do Complexo Viário Passarão

O trânsito nas avenidas Brasil e Coronel Teixeira, em Manaus, terá alterações temporárias a partir desta sexta-feira (14), devido às obras do Complexo Viário...

Vídeo: ônibus capota e deixa feridos no São Jorge

Um ônibus do transporte coletivo da empresa Via Verde colidiu com uma árvore no canteiro central e tombou no início da tarde desta segunda-feira...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Manaus registra 36,2°C e bate recorde de temperatura pelo 2° dia consecutivo

Manaus registrou nesta segunda-feira (10/8) a maior temperatura do ano pelo segundo dia consecutivo. Os termômetros marcaram 36,2°C às 14h, segundo dados do Instituto...

Boi Garanhão vence Festival Folclórico do Amazonas após 12 anos de jejum

O Boi Garanhão foi coroado campeão do 68º Festival Folclórico do Amazonas, encerrando um jejum de 12 anos sem conquistar o título. A vitória...

Preço médio da cesta básica cai para R$ 280,58 em Manaus, aponta Procon

O valor médio da cesta básica em Manaus caiu 5,18% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa divulgada pelo Procon Manaus....

Primeira Rua Gastronômica de Manaus terá corredor verde preservado

Um dos principais patrimônios naturais da rua Ferreira Pena, no Centro de Manaus, será preservado durante o projeto de requalificação urbana que prevê a...

Trânsito terá alterações durante obras do Complexo Viário Passarão

O trânsito nas avenidas Brasil e Coronel Teixeira, em Manaus, terá alterações temporárias a partir desta sexta-feira (14), devido às obras do Complexo Viário...

Vídeo: ônibus capota e deixa feridos no São Jorge

Um ônibus do transporte coletivo da empresa Via Verde colidiu com uma árvore no canteiro central e tombou no início da tarde desta segunda-feira...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]