A fumaça do incêndio no lixão em Iranduba, levou a Secretaria Municipal de Educação a suspender as aulas presenciais em escolas próximas à área de descarte e também na região central do município.
A medida foi tomada após alunos, professores e funcionários relatarem mal-estar desde o início do incêndio, na quinta-feira (13). Entre os sintomas estão tosse, irritação nos olhos, dor de cabeça, náusea, vômito e falta de ar.
Segundo a Secretaria de Educação, a suspensão ocorre devido ao “risco da fumaça tóxica”. O órgão informou que, mesmo com o uso de ar-condicionado, os poluentes podem ser recirculados no ambiente e manter estudantes e servidores expostos.
Uma das unidades afetadas é a Escola Municipal Creuza Abess Farah, localizada na região central de Iranduba. A direção informou que as condições da qualidade do ar não permitem a realização normal das aulas.

Incêndio
O fogo começou na tarde de 13 de agosto, no lixão localizado no Ramal do Janauari. O Corpo de Bombeiros atuou no combate às chamas durante vários dias, utilizando mais de 340 mil litros de água e máquinas para retirar os resíduos e alcançar focos que permaneciam ativos.
A fumaça também foi percebida em diferentes pontos de Iranduba e da Região Metropolitana de Manaus.
Durante o incêndio, uma medição apontou 153,8 µg/m³ de partículas no ar, índice classificado como “muito ruim”.
Multa e investigação
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) multou a Prefeitura de Iranduba em R$ 2,5 milhões pela poluição atmosférica provocada pela queima de resíduos a céu aberto.
O Ministério Público do Amazonas abriu investigação para apurar as causas do incêndio e possíveis danos ao meio ambiente e à saúde da população.
Segundo o MPAM, o município já havia sido condenado, em 2023, a apresentar um cronograma para construção de um aterro sanitário.
Leia mais
Lixão de Iranduba acumula multas e nova autuação chega a R$ 2,5 milhões, diz Ipaam
Incêndio no lixão de Iranduba é considerado crítico e pode durar dias
Novo ponto de descarte
Enquanto o incêndio atingia o lixão, moradores denunciaram a formação de um novo ponto de descarte de resíduos na comunidade do Ariaú, no quilômetro 37 da AM-070.
Segundo as denúncias, caminhões e veículos particulares passaram a despejar lixo em uma área de mata próxima a residências, balneários e nascentes.
