Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Justiça Federal suspende contratos para exploração de petróleo no Amazonas; entenda

A Justiça Federal no Amazonas atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e concedeu uma liminar para suspender a homologação, adjudicação e assinatura de contratos de concessão de quatro blocos exploratórios de petróleo e gás na Bacia Sedimentar do Amazonas e na Área de Acumulação Marginal do Campo do Japiim. A medida se mantém até que sejam realizadas consultas prévias com as comunidades indígenas e tradicionais potencialmente afetadas pelas atividades.

A decisão judicial impede que a União e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) assinem contratos com as empresas Atem Distribuidora e Eneva SA, vencedoras do leilão que lhes concedeu o direito de explorar os blocos AM-T-63, AM-T-64, AM-T-107, AM-T-133 e o Campo do Japiim. Além disso, as empresas estão proibidas de iniciar qualquer atividade exploratória nas áreas adquiridas até que as comunidades impactadas sejam devidamente consultadas.

O direito das comunidades indígenas e tradicionais à consulta prévia, livre e informada está assegurado pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A Justiça determinou que, além da oitiva das populações afetadas, a União deve tomar medidas para excluir da área de exploração do bloco AM-T-133 o trecho sobreposto à Terra Indígena Maraguá, que ainda não foi demarcada. O MPF destacou a necessidade de priorizar os direitos territoriais dos povos indígenas frente aos interesses empresariais, especialmente em áreas ainda não demarcadas.


Saiba mais:


Impactos ambientais 

Desde 2015, o MPF acompanha o caso e alerta para os impactos da exploração de petróleo e gás na região, que afetarão seis terras indígenas e pelo menos 11 unidades de conservação. O MPF recomendou que a ANP retirasse dos leilões as áreas com potencial lesivo ao meio ambiente e às comunidades locais, mas os blocos foram leiloados em dezembro do ano passado no 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP.

A área total de exploração chega a 869.559 hectares e está situada na influência direta das terras indígenas Coatá-Laranjal, Gavião, Lago do Marinheiro, Ponciano e Sissaíma, além de incidir parcialmente em terra reivindicada pelo povo Maraguá. Permitir a exploração de petróleo e gás sem a consulta prévia às comunidades cria uma insegurança jurídica para todos os envolvidos, conforme argumentou o MPF.

A ação judicial fundamenta-se no princípio da precaução, afirmando que as consultas aos povos potencialmente impactados deveriam ter sido realizadas antes da oferta dos blocos. O MPF criticou a ANP por não considerar a presença das populações indígenas e ribeirinhas ao decidir sobre as áreas de exploração. A falta de consulta pode resultar em efeitos sociais que alteram a dinâmica regional, facilitando grilagens e invasões.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Justiça Federal no Amazonas atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e concedeu uma liminar para suspender a homologação, adjudicação e assinatura de contratos de concessão de quatro blocos exploratórios de petróleo e gás na Bacia Sedimentar do Amazonas e na Área de Acumulação Marginal do Campo do Japiim. A medida se mantém até que sejam realizadas consultas prévias com as comunidades indígenas e tradicionais potencialmente afetadas pelas atividades.

A decisão judicial impede que a União e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) assinem contratos com as empresas Atem Distribuidora e Eneva SA, vencedoras do leilão que lhes concedeu o direito de explorar os blocos AM-T-63, AM-T-64, AM-T-107, AM-T-133 e o Campo do Japiim. Além disso, as empresas estão proibidas de iniciar qualquer atividade exploratória nas áreas adquiridas até que as comunidades impactadas sejam devidamente consultadas.

O direito das comunidades indígenas e tradicionais à consulta prévia, livre e informada está assegurado pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A Justiça determinou que, além da oitiva das populações afetadas, a União deve tomar medidas para excluir da área de exploração do bloco AM-T-133 o trecho sobreposto à Terra Indígena Maraguá, que ainda não foi demarcada. O MPF destacou a necessidade de priorizar os direitos territoriais dos povos indígenas frente aos interesses empresariais, especialmente em áreas ainda não demarcadas.


Saiba mais:


Impactos ambientais 

Desde 2015, o MPF acompanha o caso e alerta para os impactos da exploração de petróleo e gás na região, que afetarão seis terras indígenas e pelo menos 11 unidades de conservação. O MPF recomendou que a ANP retirasse dos leilões as áreas com potencial lesivo ao meio ambiente e às comunidades locais, mas os blocos foram leiloados em dezembro do ano passado no 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP.

A área total de exploração chega a 869.559 hectares e está situada na influência direta das terras indígenas Coatá-Laranjal, Gavião, Lago do Marinheiro, Ponciano e Sissaíma, além de incidir parcialmente em terra reivindicada pelo povo Maraguá. Permitir a exploração de petróleo e gás sem a consulta prévia às comunidades cria uma insegurança jurídica para todos os envolvidos, conforme argumentou o MPF.

A ação judicial fundamenta-se no princípio da precaução, afirmando que as consultas aos povos potencialmente impactados deveriam ter sido realizadas antes da oferta dos blocos. O MPF criticou a ANP por não considerar a presença das populações indígenas e ribeirinhas ao decidir sobre as áreas de exploração. A falta de consulta pode resultar em efeitos sociais que alteram a dinâmica regional, facilitando grilagens e invasões.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

Mais lidas

Amazônia concentra R$ 391 milhões em editais para ciência

A Amazônia vive um dos momentos mais promissores dos últimos anos para a ciência. Somados, três grandes editais lançados em 2026 disponibilizam cerca de...

Parintins já teve outros nomes antes de se tornar a terra dos bumbás; entenda

Antes de se tornar conhecida mundialmente pela disputa entre os bois Garantido e Caprichoso, a cidade de Parintins, na região do Baixo Amazonas, carregou...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Cheiro de café e festa junina: o bolo de macaxeira mistura memória, cultura e sabor

Quando chega o mês de junho, as mesas dos arraiais costumam ser tomadas pelo cheiro do milho cozido, da canjica, da pamonha e dos...

Escola indígena do Amazonas está entre as finalistas de melhores escolas do mundo

A Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, colocou o Amazonas entre os destaques da educação mundial ao...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Festival de Parintins: veja os cuidados para proteger crianças durante a viagem

Com a chegada da 59ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira (26), a Rede Onda Digital buscou a Polícia Civil...

Conheça os jurados que vão decidir o Festival de Parintins 2026

A Comissão Julgadora do 59º Festival Folclórico de Parintins foi apresentada nessa quarta-feira (24), reunindo profissionais com experiência em música, artes cênicas, dança, audiovisual,...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Amazônia concentra R$ 391 milhões em editais para ciência

A Amazônia vive um dos momentos mais promissores dos últimos anos para a ciência. Somados, três grandes editais lançados em 2026 disponibilizam cerca de...

Parintins já teve outros nomes antes de se tornar a terra dos bumbás; entenda

Antes de se tornar conhecida mundialmente pela disputa entre os bois Garantido e Caprichoso, a cidade de Parintins, na região do Baixo Amazonas, carregou...

Cheiro de café e festa junina: o bolo de macaxeira mistura memória, cultura e sabor

Quando chega o mês de junho, as mesas dos arraiais costumam ser tomadas pelo cheiro do milho cozido, da canjica, da pamonha e dos...

Escola indígena do Amazonas está entre as finalistas de melhores escolas do mundo

A Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, colocou o Amazonas entre os destaques da educação mundial ao...

Festival de Parintins: veja os cuidados para proteger crianças durante a viagem

Com a chegada da 59ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que começa nesta sexta-feira (26), a Rede Onda Digital buscou a Polícia Civil...

Conheça os jurados que vão decidir o Festival de Parintins 2026

A Comissão Julgadora do 59º Festival Folclórico de Parintins foi apresentada nessa quarta-feira (24), reunindo profissionais com experiência em música, artes cênicas, dança, audiovisual,...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]