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Kaline Milena afirma que retirou denúncia contra Diego Damasceno por pressão psicológica de amigos do cantor

Promotora de eventos diz em live que foi induzida a mudar versão do caso por pessoas próximas ao artista e reafirma agressões sofridas: “Ele me espancou, sim”

Um novo capítulo surge no caso envolvendo o cantor Diego Damasceno, acusado de agredir sua ex-companheira, a promotora de eventos Kaline Milena Santana Oliveira, de 30 anos. Durante uma transmissão ao vivo realizada nesta sexta-feira (23/5), Kaline voltou a afirmar que foi brutalmente agredida por Damasceno e revelou que a retratação apresentada por ela em audiência foi fruto de manipulação psicológica sofrida nas mãos de pessoas próximas ao artista.

De acordo com Kaline, a mudança em seu depoimento — que levou à absolvição de Diego na Justiça — aconteceu após um final de semana em que ela permaneceu na companhia de amigos do cantor. Nesse período, segundo ela, foi convencida a assinar uma carta minimizando os episódios de violência com a justificativa de que Damasceno poderia morrer na prisão. “Eles diziam que se algo acontecesse com ele, a culpa seria minha”, desabafou.

O caso teve início no dia 7 de abril deste ano, quando Kaline procurou a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) para registrar um Boletim de Ocorrência. Ela acusou o cantor de tê-la espancado com socos no rosto e nos braços durante uma briga por ciúmes. A denúncia descrevia lesões graves, como a fratura de três dentes, cortes na boca que exigiram pontos e diversos hematomas. Kaline também relatou agressões anteriores, ocorridas em 2024, que resultaram inclusive na perda de outro dente.

Diego Damasceno se entregou à polícia no dia 8 de abril, após ser considerado foragido. No entanto, durante audiência, Kaline apresentou uma nova versão dos fatos, dizendo que a agressão teria sido acidental e que ambos estavam alcoolizados. A mudança no depoimento, somada à ausência de provas materiais, impediu o Ministério Público de seguir com a acusação, resultando na absolvição de Damasceno no último dia 21.

A reviravolta veio com a nova declaração de Kaline nesta sexta-feira. Ao lado da advogada Adriane Magalhães — que a representou no início do caso —, ela pediu desculpas por ter cedido à pressão e declarou: “Em nenhum momento fui coagida a denunciar. Eu denunciei porque ele realmente me agrediu”. Ela também acusou os amigos do cantor de terem a levado até o escritório da advogada de defesa de Diego, onde foi orientada a escrever a carta que acabou sendo utilizada como peça-chave na absolvição.


Leia mais:

Advogada de Diego Damasceno rompe o silêncio e acusa vítima de manipulação, mentiras e ameaça com facção criminosa


Durante a live, Kaline se mostrou arrependida e revelou sentir medo por sua segurança, afirmando que chegou a ser ameaçada por pessoas ligadas a facções criminosas. “Minha intenção nunca foi que ele fosse absolvido, mas que respondesse em liberdade. Eu tinha medo de que ele fosse morto, mas hoje só quero justiça”, declarou, acrescentando que não deseja reatar o relacionamento com o artista.

A advogada Adriane Magalhães lamentou o resultado do caso e reforçou que continuará ao lado da vítima. Ela também fez um apelo para que a sociedade evite julgar Kaline, ressaltando o impacto emocional que a violência doméstica pode causar. “Ela foi agredida, sofreu, se arrependeu e agora está tentando retomar o controle da própria história”, concluiu.

O caso, que já ganhou grande repercussão, agora reacende o debate sobre a revitimização de mulheres em situação de violência e os obstáculos enfrentados por vítimas no processo judicial.

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Um novo capítulo surge no caso envolvendo o cantor Diego Damasceno, acusado de agredir sua ex-companheira, a promotora de eventos Kaline Milena Santana Oliveira, de 30 anos. Durante uma transmissão ao vivo realizada nesta sexta-feira (23/5), Kaline voltou a afirmar que foi brutalmente agredida por Damasceno e revelou que a retratação apresentada por ela em audiência foi fruto de manipulação psicológica sofrida nas mãos de pessoas próximas ao artista.

De acordo com Kaline, a mudança em seu depoimento — que levou à absolvição de Diego na Justiça — aconteceu após um final de semana em que ela permaneceu na companhia de amigos do cantor. Nesse período, segundo ela, foi convencida a assinar uma carta minimizando os episódios de violência com a justificativa de que Damasceno poderia morrer na prisão. “Eles diziam que se algo acontecesse com ele, a culpa seria minha”, desabafou.

O caso teve início no dia 7 de abril deste ano, quando Kaline procurou a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) para registrar um Boletim de Ocorrência. Ela acusou o cantor de tê-la espancado com socos no rosto e nos braços durante uma briga por ciúmes. A denúncia descrevia lesões graves, como a fratura de três dentes, cortes na boca que exigiram pontos e diversos hematomas. Kaline também relatou agressões anteriores, ocorridas em 2024, que resultaram inclusive na perda de outro dente.

Diego Damasceno se entregou à polícia no dia 8 de abril, após ser considerado foragido. No entanto, durante audiência, Kaline apresentou uma nova versão dos fatos, dizendo que a agressão teria sido acidental e que ambos estavam alcoolizados. A mudança no depoimento, somada à ausência de provas materiais, impediu o Ministério Público de seguir com a acusação, resultando na absolvição de Damasceno no último dia 21.

A reviravolta veio com a nova declaração de Kaline nesta sexta-feira. Ao lado da advogada Adriane Magalhães — que a representou no início do caso —, ela pediu desculpas por ter cedido à pressão e declarou: “Em nenhum momento fui coagida a denunciar. Eu denunciei porque ele realmente me agrediu”. Ela também acusou os amigos do cantor de terem a levado até o escritório da advogada de defesa de Diego, onde foi orientada a escrever a carta que acabou sendo utilizada como peça-chave na absolvição.


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Durante a live, Kaline se mostrou arrependida e revelou sentir medo por sua segurança, afirmando que chegou a ser ameaçada por pessoas ligadas a facções criminosas. “Minha intenção nunca foi que ele fosse absolvido, mas que respondesse em liberdade. Eu tinha medo de que ele fosse morto, mas hoje só quero justiça”, declarou, acrescentando que não deseja reatar o relacionamento com o artista.

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