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Ministros anunciam ações para enfrentar estiagem e ampliar exportações da Amazônia

Em meio ao aumento das temperaturas, ao avanço de incêndios e à preocupação com a estiagem no Amazonas, o governo federal reuniu nesta sexta-feira (14), em Manaus, representantes das áreas de meio ambiente e desenvolvimento econômico para discutir respostas climáticas e novas oportunidades de negócios para a Amazônia.

O encontro ocorreu durante o “Conexões Produtivas: Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia – Edição Manaus”, realizado no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA).

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo federal já trabalha em um plano de enfrentamento ao El Niño e mantém uma sala de situação com 22 ministérios.

Segundo ele, comunidades que podem ficar isoladas durante a seca já estão sendo mapeadas, enquanto há planejamento para garantir combustível a localidades que dependem de óleo diesel para geração de energia.

Sobre os incêndios, afirmou que o governo ampliou a estrutura de combate e conta com mais de 5 mil profissionais do Ibama e do ICMBio, além de mais aeronaves e equipamentos. “Nós não temos como impedir que esse evento ocorra, mas vamos minimizar muito o impacto.”

O governo também destinou, segundo o secretário-executivo, R$ 500 milhões aos corpos de bombeiros para reforçar equipamentos e treinamento.

Capobianco também defendeu que a Amazônia não seja apenas fornecedora de matéria-prima.

“Nós não queremos que seja uma atividade onde o Brasil vai pegar esses recursos biológicos e simplesmente exportá-los em matéria-prima.”

A estratégia, segundo ele, é gerar emprego, renda e arrecadação nos territórios onde os produtos são produzidos.

Europa de olho nos produtos amazônicos

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, apresentou números das rodadas de negócios realizadas em Manaus. Segundo ele, 42 empreendimentos da Amazônia participaram de 250 reuniões com 13 compradores internacionais, resultando em US$ 14 milhões em negócios.

A ApexBrasil também identificou 242 oportunidades comerciais em 27 países da União Europeia. Entre os produtos estão castanha, açaí, óleos essenciais, extratos, biojoias, frutas e artesanato.

“É um conjunto da produção local aqui que a gente quer trabalhar e que a gente já vem trabalhando.”

Mercado europeu exige rastreabilidade

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou que o acesso ao mercado europeu dependerá de qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade.

“Nós vamos poder acessar o mercado europeu como qualquer outro mercado. Nós precisamos ter condições para fazê-lo e o governo federal vem criando essas condições.”

O ministro citou ainda linhas de financiamento e seguro de crédito à exportação para ajudar empresas brasileiras a alcançar compradores estrangeiros.

As falas dos representantes do governo revelam dois desafios simultâneos para a Amazônia: enfrentar os efeitos cada vez mais intensos do clima e transformar a biodiversidade em riqueza para a população local.


Leia mais

Brasil inicia processo de reciprocidade contra o tarifaço dos EUA

Em Manaus, ministra defende combate à tortura e critica redução da maioridade penal


A aposta federal é que produtos da floresta possam chegar ao mercado internacional com maior valor agregado. O desafio será fazer com que essa expansão comercial resulte efetivamente em emprego, renda e desenvolvimento dentro da própria Amazônia.

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Em meio ao aumento das temperaturas, ao avanço de incêndios e à preocupação com a estiagem no Amazonas, o governo federal reuniu nesta sexta-feira (14), em Manaus, representantes das áreas de meio ambiente e desenvolvimento econômico para discutir respostas climáticas e novas oportunidades de negócios para a Amazônia.

O encontro ocorreu durante o “Conexões Produtivas: Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia – Edição Manaus”, realizado no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA).

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo federal já trabalha em um plano de enfrentamento ao El Niño e mantém uma sala de situação com 22 ministérios.

Segundo ele, comunidades que podem ficar isoladas durante a seca já estão sendo mapeadas, enquanto há planejamento para garantir combustível a localidades que dependem de óleo diesel para geração de energia.

Sobre os incêndios, afirmou que o governo ampliou a estrutura de combate e conta com mais de 5 mil profissionais do Ibama e do ICMBio, além de mais aeronaves e equipamentos. “Nós não temos como impedir que esse evento ocorra, mas vamos minimizar muito o impacto.”

O governo também destinou, segundo o secretário-executivo, R$ 500 milhões aos corpos de bombeiros para reforçar equipamentos e treinamento.

Capobianco também defendeu que a Amazônia não seja apenas fornecedora de matéria-prima.

“Nós não queremos que seja uma atividade onde o Brasil vai pegar esses recursos biológicos e simplesmente exportá-los em matéria-prima.”

A estratégia, segundo ele, é gerar emprego, renda e arrecadação nos territórios onde os produtos são produzidos.

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“Nós vamos poder acessar o mercado europeu como qualquer outro mercado. Nós precisamos ter condições para fazê-lo e o governo federal vem criando essas condições.”

O ministro citou ainda linhas de financiamento e seguro de crédito à exportação para ajudar empresas brasileiras a alcançar compradores estrangeiros.

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