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Brasil inicia processo de reciprocidade contra o tarifaço dos EUA

O governo federal iniciou na quinta-feira (13) o processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida é uma resposta ao chamado tarifaço do governo de Donald Trump, que elevou as taxas sobre parte das exportações brasileiras.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) começou a analisar o enquadramento das medidas norte-americanas, enquanto o Itamaraty deve notificar oficialmente o governo dos EUA e iniciar consultas diplomáticas.

O que o Brasil pode fazer?

A Lei nº 15.122, sancionada em 2025, permite que o governo adote contramedidas contra ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade brasileira. Entre as possibilidades estão restrições a importações, suspensão de concessões comerciais e de investimentos e medidas relacionadas a direitos de propriedade intelectual.

Apesar disso, o início do processo não significa que o Brasil já decidiu retaliar os Estados Unidos. A legislação prevê consultas diplomáticas justamente para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das medidas antes da adoção de eventuais contramedidas.


Leia mais

Governo Lula aciona OMC para contestar tarifaço dos EUA

Datafolha: Para 52% dos brasileiros, tarifaço de Trump é para ajudar Flávio


Entenda o tarifaço

Em julho, os Estados Unidos anunciaram novas sobretaxas sobre produtos brasileiros. Uma delas, de 25%, foi aplicada com base em uma investigação americana sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais. Outra, de 12,5%, foi incluída sob a justificativa de questões relacionadas à fiscalização de produtos associados a trabalho forçado. Em alguns casos, as tarifas podem chegar a 37,5%.

O governo brasileiro considera as medidas injustificadas e arbitrárias e afirma que apresentou aos Estados Unidos argumentos para contestar as acusações. O Planalto também sustenta que continuará buscando soluções por meio da negociação e das instituições internacionais.

A abertura do processo de reciprocidade ocorre em paralelo à ação apresentada pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas americanas. Com isso, o governo utiliza simultaneamente as vias diplomática, comercial e multilateral para tentar conter os efeitos do tarifaço sobre a economia brasileira.

Na prática, o Brasil deu um passo para ter autorização e estrutura para reagir, mas ainda não aplicou uma retaliação aos Estados Unidos. A próxima etapa será a análise do caso e a evolução das consultas diplomáticas.

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O governo federal iniciou na quinta-feira (13) o processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida é uma resposta ao chamado tarifaço do governo de Donald Trump, que elevou as taxas sobre parte das exportações brasileiras.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) começou a analisar o enquadramento das medidas norte-americanas, enquanto o Itamaraty deve notificar oficialmente o governo dos EUA e iniciar consultas diplomáticas.

O que o Brasil pode fazer?

A Lei nº 15.122, sancionada em 2025, permite que o governo adote contramedidas contra ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade brasileira. Entre as possibilidades estão restrições a importações, suspensão de concessões comerciais e de investimentos e medidas relacionadas a direitos de propriedade intelectual.

Apesar disso, o início do processo não significa que o Brasil já decidiu retaliar os Estados Unidos. A legislação prevê consultas diplomáticas justamente para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das medidas antes da adoção de eventuais contramedidas.


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