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Morre “Seu Nonato”, guardião e funcionário mais antigo do Teatro Amazonas

Raimundo Nonato Pereira foi servidor público e trabalhou por 52 anos no Teatro Amazonas em várias funções

O servidor público Raimundo Nonato Pereira, conhecido como Seu Nonato, morreu em Manaus nesta terça-feira (3/6), aos 89 anos. Ele deixa um legado de 52 anos de dedicação ao maior ícone da cultura do Amazonas.

O servidor atuou por mais de 50 anos no Teatro Amazonas, sendo o funcionário mais antigo do local e exercendo diversas funções ao longo da trajetória no icônico cartão postal do estado. A causa da morte não foi divulgada.

A morte de Nonato foi confirmada pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), por meio das redes sociais. Na publicação, o chefe do executivo estadual escreveu:

“Hoje perdemos o grande guardião do Teatro Amazonas, sêo Nonato. Seus mais de 50 anos como servidor do Teatro se confundem com a história da nossa cultura. Nossa gratidão por toda sua dedicação! Aos familiares e amigos, meu abraço e solidariedade”.


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Filho de um ajudante de pedreiro e de uma lavadeira, Seu Nonato nasceu em 26 de fevereiro de 1935 e entrou para a história do Teatro Amazonas em 1973, quando foi contratado para trabalhar na reforma do edifício centenário. Começou como pedreiro, ajudando a recuperar a cúpula e assentando o piso de mármore do hall de entrada.

Ele então nunca mais se afastou do teatro: assumiu diversos papéis dentro da casa: pedreiro, porteiro, bilheteiro, indicador, assistente técnico, agente administrativo e cenotécnico.

Morre "Seu Nonato", guardião e funcionário mais antigo do Teatro Amazonas
Morre “Seu Nonato”, guardião e funcionário mais antigo do Teatro Amazonas (Foto: Arquivo/SEC)

Em 2019, durante a abertura do 22º Festival Amazonas de Ópera, Raimundo Nonato foi homenageado com uma placa que hoje repousa na galeria do Teatro, ao lado de artistas que marcaram a história da cultura amazonense.

Em 2021, sua trajetória virou artigo acadêmico, escrito por um doutorando da Universidade do Estado de Santa Catarina para a revista Luz em Cena. Intitulado “Raimundo Nonato: Um conhecimento técnico construído na prática e no amor ao Teatro Amazonas”, o texto registrou com sensibilidade o valor humano e cultural do trabalhador autodidata que conhecia cada fresta do prédio histórico.

Nonato gostava de contar histórias sobre suas décadas de trabalho no teatro, e de relembrar visitas ilustres recebidas ao longo desse tempo, como a do então presidente João Figueiredo, nos anos 1980, e a do então príncipe Charles, hoje monarca do Reino Unido.

O corpo de Raimundo Nonato foi velado na manhã desta terça no Teatro Amazonas. O sepultamento será às 10h de quarta-feira (4/6) no Cemitério Recanto da Paz, no município de Iranduba, na região metropolitana de Manaus.

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O servidor público Raimundo Nonato Pereira, conhecido como Seu Nonato, morreu em Manaus nesta terça-feira (3/6), aos 89 anos. Ele deixa um legado de 52 anos de dedicação ao maior ícone da cultura do Amazonas.

O servidor atuou por mais de 50 anos no Teatro Amazonas, sendo o funcionário mais antigo do local e exercendo diversas funções ao longo da trajetória no icônico cartão postal do estado. A causa da morte não foi divulgada.

A morte de Nonato foi confirmada pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), por meio das redes sociais. Na publicação, o chefe do executivo estadual escreveu:

“Hoje perdemos o grande guardião do Teatro Amazonas, sêo Nonato. Seus mais de 50 anos como servidor do Teatro se confundem com a história da nossa cultura. Nossa gratidão por toda sua dedicação! Aos familiares e amigos, meu abraço e solidariedade”.


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Ele então nunca mais se afastou do teatro: assumiu diversos papéis dentro da casa: pedreiro, porteiro, bilheteiro, indicador, assistente técnico, agente administrativo e cenotécnico.

Morre "Seu Nonato", guardião e funcionário mais antigo do Teatro Amazonas
Morre “Seu Nonato”, guardião e funcionário mais antigo do Teatro Amazonas (Foto: Arquivo/SEC)

Em 2019, durante a abertura do 22º Festival Amazonas de Ópera, Raimundo Nonato foi homenageado com uma placa que hoje repousa na galeria do Teatro, ao lado de artistas que marcaram a história da cultura amazonense.

Em 2021, sua trajetória virou artigo acadêmico, escrito por um doutorando da Universidade do Estado de Santa Catarina para a revista Luz em Cena. Intitulado “Raimundo Nonato: Um conhecimento técnico construído na prática e no amor ao Teatro Amazonas”, o texto registrou com sensibilidade o valor humano e cultural do trabalhador autodidata que conhecia cada fresta do prédio histórico.

Nonato gostava de contar histórias sobre suas décadas de trabalho no teatro, e de relembrar visitas ilustres recebidas ao longo desse tempo, como a do então presidente João Figueiredo, nos anos 1980, e a do então príncipe Charles, hoje monarca do Reino Unido.

O corpo de Raimundo Nonato foi velado na manhã desta terça no Teatro Amazonas. O sepultamento será às 10h de quarta-feira (4/6) no Cemitério Recanto da Paz, no município de Iranduba, na região metropolitana de Manaus.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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