Um protesto organizado por motoristas e motociclistas de aplicativos promete impactar o trânsito de Manaus na próxima terça-feira, 10 de junho. A concentração está marcada para às 8h da manhã, no espaço Via Torres, no bairro Flores. A mobilização é uma resposta a recentes medidas da Prefeitura e da Câmara Municipal que, segundo os trabalhadores, ameaçam diretamente a atividade da categoria.
A principal queixa gira em torno da Lei nº 3.379, que, em um dos seus artigos — o de número 35 —, propõe sanções às empresas de aplicativo que não se adaptarem às regras locais. Um dos pontos mais polêmicos é a limitação da atuação dos mototaxistas por meio de plataformas digitais, permitindo apenas o serviço de profissionais previamente autorizados pelo município.
Lideranças do movimento afirmam que não são contra a regulamentação do setor, mas criticam a ausência de diálogo com os profissionais afetados. Para eles, a legislação foi construída sem a participação das entidades representativas e desconsidera o papel dos apps como fonte de renda de milhares de pessoas.
“Queremos ser ouvidos. Não podemos aceitar que regras que afetam nosso sustento sejam definidas sem escutar quem vive essa realidade todos os dias”, declarou um dos organizadores.
Os manifestantes alertam ainda que as novas restrições não prejudicam apenas os trabalhadores, mas também os usuários, principalmente em regiões onde o transporte público é insuficiente e o serviço por aplicativo é uma alternativa acessível.
A paralisação tem como objetivo pressionar o poder público a revisar a legislação e abrir espaço para um debate mais amplo. O grupo exige a retirada do artigo 35 da lei e sinaliza que novas mobilizações podem ocorrer, caso não haja avanço nas negociações.
Veja os comunicados:
(FOTO: Divulgação)(FOTO: Divulgação)
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Um protesto organizado por motoristas e motociclistas de aplicativos promete impactar o trânsito de Manaus na próxima terça-feira, 10 de junho. A concentração está marcada para às 8h da manhã, no espaço Via Torres, no bairro Flores. A mobilização é uma resposta a recentes medidas da Prefeitura e da Câmara Municipal que, segundo os trabalhadores, ameaçam diretamente a atividade da categoria.
A principal queixa gira em torno da Lei nº 3.379, que, em um dos seus artigos — o de número 35 —, propõe sanções às empresas de aplicativo que não se adaptarem às regras locais. Um dos pontos mais polêmicos é a limitação da atuação dos mototaxistas por meio de plataformas digitais, permitindo apenas o serviço de profissionais previamente autorizados pelo município.
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