“Não é politicagem, é falta de pagamento.” A declaração é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir de Oliveira sobre a suspensão do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual. Nesta sexta-feira (6/11), o sindicalista anunciou que haverá greve de ônibus na próxima segunda-feira (9), e cobrou comprovação dos pagamentos feitos pelo Estado.
“Diziam que era politicagem nos sindicatos. E agora é o quê? Agora é politicagem? Não é. É falta de pagamento mesmo”, afirmou Givancir durante coletiva de imprensa.
O presidente do sindicato também ampliou as críticas à administração estadual e citou supostas pendências com profissionais da saúde e fornecedores. “O governo do Estado já tem calote médico, calote enfermeiro, não está pagando fornecedor, muitos fornecedores não querem receber”, declarou.
Ao questionar a versão apresentada por Cidade, Givancir afirmou que o governo não demonstra os pagamentos que diz ter realizado.
A declaração é uma resposta à fala do governador na quinta-feira (5), quando afirmou que os repasses referentes a 2026 estão em dia e que os débitos em discussão judicial são de 2025. Cidade também responsabilizou o Sinetram pela continuidade da suspensão do benefício estudantil.
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Em tom de cobrança direta, Givancir disse que Roberto Cidade precisa assumir a responsabilidade pelo problema enquanto permanece no comando do Executivo estadual.
“Ele tem que ser mais homem, ele tem que mostrar a cara dele e pagar os trabalhadores, pagar as empresas, pagar os médicos, pagar o enfermeiro”, afirmou.
O sindicalista também descartou transferir a solução do impasse para o governador eleito Omar Aziz (PSD), que assume em janeiro de 2027. “O governador é Roberto Cidade, que tem que resolver”, disse.
Givancir afirmou que os trabalhadores do transporte coletivo não devem arcar com as consequências da disputa entre o governo e os empresários. Segundo ele, aproximadamente 7 mil profissionais dependem financeiramente do sistema.
