O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União), afirmou na segunda-feira (2/11) que os pagamentos do subsídio do Passe Livre Estudantil estão em dia em 2026 e contestou a cobrança do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) referente ao segundo semestre de 2025.
Segundo ele, esse valor é alvo de questionamento judicial e não deve restringir o acesso dos alunos ao benefício, que o sindicato suspendeu para estudantes da rede estadual.
Em pronunciamento, Cidade disse que o último repasse ao Sinetram ocorreu em 23 de outubro, no valor de R$ 3 milhões. Segundo ele, o Governo do Amazonas já destinou R$ 27 milhões ao custeio das passagens neste ano.
“Desde que assumi o governo, a gente vem mantendo o pagamento rigorosamente em dia. Só este ano de 2026, já foram pagos R$ 27 milhões”, declarou.
O governador criticou a possibilidade de a cobrança do ano passado comprometer o serviço e disse que vai questionar o sindicato na Justiça.
“Eu irei conversar com quem quer que seja e também irei questionar na Justiça o porquê o Sinetram, mais uma vez, de forma politiqueira, quer atrapalhar os alunos do nosso Estado”, afirmou.
Divergência sobre valores
Em nota, o governo estadual diz que o pagamento do segundo semestre de 2025 está em disputa judicial por dúvidas sobre a transparência da tabela de preços apresentada pelas empresas. A gestão sustenta que os valores cobrados não seguem os critérios previstos em contrato e que o sindicato não apresentou relatórios mensais que comprovem quantas passagens os estudantes realmente usaram.
De acordo com o Estado, a utilização mensal varia de 4 mil a 24 mil passagens, mas o Sinetram apresenta cobranças equivalentes ao atendimento de 130 mil alunos. O governo defende que o pagamento considere o uso efetivo do serviço.
Leia mais
Sinetram suspende Passe Livre dos estudantes da rede estadual
Entenda a disputa pelo Passe Livre Estudantil que agravou a crise no transporte coletivo de Manaus
Prejuízo aos estudantes
Cidade defendeu a revisão dos valores do contrato firmado anteriormente e afirmou que o Estado considera adequado o pagamento mensal de R$ 3 milhões. A administração diz que continuará fazendo os repasses de 2026.
