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Philip Fearnside alerta para contradições do Brasil no combate ao clima em palestra no Simpósio Amazônia 2030

O cientista Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é o destaque desta sexta-feira (7/11) no segundo e último dia do Simpósio Amazônia 2030, na Universidade Nilton Lins, em Manaus. A palestra, chamada “Mudanças Climáticas e a Região Amazônica”, começa às 9h10 no auditório Vânia Pimentel, no campus do Parque das Laranjeiras.

Reconhecido internacionalmente por seus estudos sobre desmatamento, Fearnside deve criticar a postura do governo brasileiro em relação ao meio ambiente e às mudanças climáticas, dizendo que o país corre riscos graves se não mudar de direção. Segundo ele, apenas o Ministério do Meio Ambiente trabalha para reduzir emissões de gases, enquanto outras áreas do governo seguem o caminho contrário.

Ele reforça que o Brasil precisa liderar o combate ao aquecimento global, mostrando ações concretas, e não apenas cobrando recursos de países ricos. O cientista fez a mesma cobrança em um artigo publicado na revista Science, onde ele e o pesquisador alemão Walter Leal Filho alertaram que projetos como a reconstrução da BR-319, subsídios à soja e à pecuária, e a exploração de petróleo na foz do Amazonas podem acelerar o desmatamento e levar o planeta a um ponto crítico.

O simpósio começou na quinta-feira (6/11), reunindo pesquisadores brasileiros e estrangeiros, às vésperas da COP30, que será realizada a partir de 10 de novembro em Belém (PA).

Na abertura, a reitora da Universidade Nilton Lins, Gisélle Lins, destacou a importância de ampliar parcerias acadêmicas para fortalecer a presença da Amazônia nas discussões globais sobre meio ambiente. Ela disse que o evento é uma oportunidade importante para dar visibilidade à região.


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A vice-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação, Cleuciliz Santana, afirmou que o encontro deve apresentar propostas que possam contribuir na conferência da ONU. Ela celebrou a participação de especialistas de dentro e fora do país.

(Foto: divulgação)

Um dos principais nomes internacionais em sustentabilidade, Walter Leal Filho participou da abertura de forma virtual. Ele reforçou a necessidade de integração entre universidades, além de investimentos em financiamento climático para enfrentar os desafios ambientais na Amazônia.

O simpósio debate temas como mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável. A programação de quinta-feira contou ainda com apresentações de Rodrigo Lozano, da Universidade Técnica de Dresden (Alemanha), sobre ensino em sustentabilidade, e de Fabio Teodoro de Souza (PUCPR), sobre uso de mineração de dados para prever desastres naturais e crises epidemiológicas.

O evento é realizado em parceria com a Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo e com a PUCPR, reforçando o papel da Universidade Nilton Lins na promoção do diálogo científico sobre o futuro da Amazônia.

*Com informações da Assessoria.

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O cientista Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é o destaque desta sexta-feira (7/11) no segundo e último dia do Simpósio Amazônia 2030, na Universidade Nilton Lins, em Manaus. A palestra, chamada “Mudanças Climáticas e a Região Amazônica”, começa às 9h10 no auditório Vânia Pimentel, no campus do Parque das Laranjeiras.

Reconhecido internacionalmente por seus estudos sobre desmatamento, Fearnside deve criticar a postura do governo brasileiro em relação ao meio ambiente e às mudanças climáticas, dizendo que o país corre riscos graves se não mudar de direção. Segundo ele, apenas o Ministério do Meio Ambiente trabalha para reduzir emissões de gases, enquanto outras áreas do governo seguem o caminho contrário.

Ele reforça que o Brasil precisa liderar o combate ao aquecimento global, mostrando ações concretas, e não apenas cobrando recursos de países ricos. O cientista fez a mesma cobrança em um artigo publicado na revista Science, onde ele e o pesquisador alemão Walter Leal Filho alertaram que projetos como a reconstrução da BR-319, subsídios à soja e à pecuária, e a exploração de petróleo na foz do Amazonas podem acelerar o desmatamento e levar o planeta a um ponto crítico.

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