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“Se o poder público quer regulamentar alguém, que sejam as plataformas”, diz representante dos motociclistas de app em Manaus

Gênesis Silva, representante dos motociclistas de APP, comentou projeto polêmico que mobilizou categoria

Gênesis Silva, representante das lideranças dos motociclistas de aplicativo em Manaus, foi convidado desta sexta (13/6) do programa Onda Popular, da Rede Onda Digital. Ele falou sobre a recente manifestação da categoria em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM) contra projeto de lei do vereador Rodinei Ramos (Avante), que propõe a regulamentação da categoria, para que as empresas do setor sigam normas municipais.

O representante dos motociclistas destacou que é a favor da regulamentação, mas existem pontos que discordam. Confira:

“Somos contra o PL do Parágrafo 2 em diante. O PL quer obrigar o cadastro apenas de mototaxistas regulamentados pelo município, e mototaxista é uma coisa, motociclista de aplicativo é outra. Quando vamos ver a lei dos mototaxistas, a gente se depara com uma burocracia muito grande, muitos impostos e isso atinge a categoria.

Hoje estimamos entre 60 e 100 mil motociclistas de aplicativo que rodam em Manaus. Esse número vai reduzir para 10 mil e a gente não aceita isso, são pais de família que vão perder seu sustento, as plataformas digitais, para ficar fazendo o quê?”.

Depois, Gênesis detalhou mais sobre a posição da categoria:

“Hoje nós trabalhamos dentro das plataformas digitais com liberdade. A lei vai trazer uma burocracia gigantesca. Imagine que eu trabalho com uma moto sem precisar pintar ou modificar nada nela. Se essa lei for aprovada, a moto vai precisar ser pintada e modificada. Até rodízio de trabalho vai haver, por isso somos contra.

Não somos contra uma regulamentação. Mas se o poder público quer regulamentar alguém, que sejam as plataformas digitais, e não a gente, o elo mais fraco. Se elas foram regulamentadas na nossa cidade, os encargos sobre elas vão fazer com que a gente comece a trabalhar dentro das normas internas de cada uma delas”.

Veja abaixo:


Leia mais:

CMM formaliza lei que proíbe a verba pública na contratação de artistas que incentivem a violência e sexualidade

“Vou retirar para fazer uma nova discussão com a categoria e chegar no consenso”, assegura Rodinei Ramos depois de manifesto de motociclistas


Entenda o caso: mototaxistas contra projeto de lei

Na terça (10), motociclistas de aplicativo pararam em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM), em uma manifestação pacífica contra o PL.

O PL 339/2025, de autoria do vereador Rodinei Ramos (Avante), tem o intuito de “reforçar a fiscalização e a regulação dos serviços de mototáxi em Manaus, garantindo segurança jurídica, proteção aos usuários e valorização dos profissionais credenciados”.

O texto prevê penalidades para condutores não credenciados e para empresas que operam sem autorização, além de estabelecer benefícios tanto para os mototaxistas regularizados quanto para os usuários do serviço.

Para os motociclistas por aplicativo, a medida gera preocupação porque favorece os mototaxistas regulamentados pelo município e dificulta a atuação dos profissionais que trabalham por meio de plataformas digitais na capital.

Em uma coletiva de imprensa realizada na Câmara (CMM) na última quinta-feira (5/6), o vereador Rodinei Ramos (Avante) diz ter sofrido ameaças de morte pela disseminação de fake news em razão do PL.

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Gênesis Silva, representante das lideranças dos motociclistas de aplicativo em Manaus, foi convidado desta sexta (13/6) do programa Onda Popular, da Rede Onda Digital. Ele falou sobre a recente manifestação da categoria em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM) contra projeto de lei do vereador Rodinei Ramos (Avante), que propõe a regulamentação da categoria, para que as empresas do setor sigam normas municipais.

O representante dos motociclistas destacou que é a favor da regulamentação, mas existem pontos que discordam. Confira:

“Somos contra o PL do Parágrafo 2 em diante. O PL quer obrigar o cadastro apenas de mototaxistas regulamentados pelo município, e mototaxista é uma coisa, motociclista de aplicativo é outra. Quando vamos ver a lei dos mototaxistas, a gente se depara com uma burocracia muito grande, muitos impostos e isso atinge a categoria.

Hoje estimamos entre 60 e 100 mil motociclistas de aplicativo que rodam em Manaus. Esse número vai reduzir para 10 mil e a gente não aceita isso, são pais de família que vão perder seu sustento, as plataformas digitais, para ficar fazendo o quê?”.

Depois, Gênesis detalhou mais sobre a posição da categoria:

“Hoje nós trabalhamos dentro das plataformas digitais com liberdade. A lei vai trazer uma burocracia gigantesca. Imagine que eu trabalho com uma moto sem precisar pintar ou modificar nada nela. Se essa lei for aprovada, a moto vai precisar ser pintada e modificada. Até rodízio de trabalho vai haver, por isso somos contra.

Não somos contra uma regulamentação. Mas se o poder público quer regulamentar alguém, que sejam as plataformas digitais, e não a gente, o elo mais fraco. Se elas foram regulamentadas na nossa cidade, os encargos sobre elas vão fazer com que a gente comece a trabalhar dentro das normas internas de cada uma delas”.

Veja abaixo:


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Entenda o caso: mototaxistas contra projeto de lei

Na terça (10), motociclistas de aplicativo pararam em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM), em uma manifestação pacífica contra o PL.

O PL 339/2025, de autoria do vereador Rodinei Ramos (Avante), tem o intuito de “reforçar a fiscalização e a regulação dos serviços de mototáxi em Manaus, garantindo segurança jurídica, proteção aos usuários e valorização dos profissionais credenciados”.

O texto prevê penalidades para condutores não credenciados e para empresas que operam sem autorização, além de estabelecer benefícios tanto para os mototaxistas regularizados quanto para os usuários do serviço.

Para os motociclistas por aplicativo, a medida gera preocupação porque favorece os mototaxistas regulamentados pelo município e dificulta a atuação dos profissionais que trabalham por meio de plataformas digitais na capital.

Em uma coletiva de imprensa realizada na Câmara (CMM) na última quinta-feira (5/6), o vereador Rodinei Ramos (Avante) diz ter sofrido ameaças de morte pela disseminação de fake news em razão do PL.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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