Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

O que pode mudar no STF até 2031? Lula poderá indicar novos ministros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá encerrar o quarto mandato, em janeiro de 2031, com sete dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados por ele. A projeção considera quatro vagas que poderão ser preenchidas durante os próximos quatro anos, incluindo uma cadeira que está desocupada desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.

O cálculo foi divulgado pelo Poder360 nesta segunda-feira (2) e considera as aposentadorias compulsórias previstas para os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que completarão 75 anos até dezembro de 2030.

Atualmente, quatro ministros em atividade foram indicados por Lula: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Com a aposentadoria de Cármen, prevista para abril de 2029, três deles deverão permanecer na Corte ao final do mandato.

As outras quatro indicações seriam destinadas à vaga deixada por Barroso e às cadeiras de Fux, Cármen e Gilmar. Assim, Lula poderá chegar a sete indicações entre os 11 integrantes do tribunal, o equivalente a 63,6% da composição.

Quais ministros devem deixar o STF?

As mudanças previstas seguem o limite de idade estabelecido pela legislação brasileira. Desde a Emenda Constitucional 88, de 2015, conhecida como PEC da Bengala, ministros de tribunais superiores são obrigados a se aposentar aos 75 anos.

O calendário previsto é:

  • Luiz Fux: completa 75 anos em 26 de abril de 2028. Foi indicado por Dilma Rousseff.
  • Cármen Lúcia: completa 75 anos em 19 de abril de 2029. Foi indicada por Lula.
  • Gilmar Mendes: completa 75 anos em 30 de dezembro de 2030. Foi indicado por Fernando Henrique Cardoso.

A situação de Gilmar Mendes exige atenção. O ministro alcançará a idade-limite apenas seis dias antes do encerramento do mandato presidencial, em 5 de janeiro de 2031. Por isso, não há garantia de que Lula consiga concluir a indicação e a aprovação do substituto ainda durante seu governo.

Quem indicou os atuais ministros?

A composição do STF reúne indicações de cinco presidentes da República. Além dos quatro ministros escolhidos por Lula, a Corte tem:

  • Dilma Rousseff: Luiz Fux e Edson Fachin;
  • Michel Temer: Alexandre de Moraes;
  • Jair Bolsonaro: Kassio Nunes Marques e André Mendonça;
  • Fernando Henrique Cardoso: Gilmar Mendes.

A cadeira de Barroso permanece vaga desde sua aposentadoria. Lula chegou a indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o posto, mas o Senado rejeitou o nome em abril de 2026, por 42 votos a 34, com uma abstenção.


Leia mais

Janones descarta ministério no governo Lula e diz que seguirá na Câmara

Lula se pronuncia sobre programas sociais e nega cortes nos benefícios


Senado terá palavra decisiva

A escolha dos ministros não depende exclusivamente do presidente. Pelo artigo 101 da Constituição Federal, cabe ao chefe do Executivo indicar os nomes, mas a nomeação precisa ser aprovada pela maioria absoluta do Senado, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores.

Antes da votação em plenário, o indicado passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O processo pode representar um desafio político para Lula, principalmente diante da nova composição do Senado a partir de 2027 e da resistência de parlamentares de oposição a determinadas indicações.

Portanto, a possibilidade de o presidente indicar sete ministros até 2031 depende do preenchimento das quatro vagas, da aprovação dos nomes pelos senadores e do calendário das aposentadorias.

Além disso, não significa que os futuros ministros terão alinhamento político com o governo, já que, depois de nomeados, passam a exercer suas funções com independência judicial.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá encerrar o quarto mandato, em janeiro de 2031, com sete dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados por ele. A projeção considera quatro vagas que poderão ser preenchidas durante os próximos quatro anos, incluindo uma cadeira que está desocupada desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.

O cálculo foi divulgado pelo Poder360 nesta segunda-feira (2) e considera as aposentadorias compulsórias previstas para os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que completarão 75 anos até dezembro de 2030.

Atualmente, quatro ministros em atividade foram indicados por Lula: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Com a aposentadoria de Cármen, prevista para abril de 2029, três deles deverão permanecer na Corte ao final do mandato.

As outras quatro indicações seriam destinadas à vaga deixada por Barroso e às cadeiras de Fux, Cármen e Gilmar. Assim, Lula poderá chegar a sete indicações entre os 11 integrantes do tribunal, o equivalente a 63,6% da composição.

Quais ministros devem deixar o STF?

As mudanças previstas seguem o limite de idade estabelecido pela legislação brasileira. Desde a Emenda Constitucional 88, de 2015, conhecida como PEC da Bengala, ministros de tribunais superiores são obrigados a se aposentar aos 75 anos.

O calendário previsto é:

  • Luiz Fux: completa 75 anos em 26 de abril de 2028. Foi indicado por Dilma Rousseff.
  • Cármen Lúcia: completa 75 anos em 19 de abril de 2029. Foi indicada por Lula.
  • Gilmar Mendes: completa 75 anos em 30 de dezembro de 2030. Foi indicado por Fernando Henrique Cardoso.

A situação de Gilmar Mendes exige atenção. O ministro alcançará a idade-limite apenas seis dias antes do encerramento do mandato presidencial, em 5 de janeiro de 2031. Por isso, não há garantia de que Lula consiga concluir a indicação e a aprovação do substituto ainda durante seu governo.

Quem indicou os atuais ministros?

A composição do STF reúne indicações de cinco presidentes da República. Além dos quatro ministros escolhidos por Lula, a Corte tem:

  • Dilma Rousseff: Luiz Fux e Edson Fachin;
  • Michel Temer: Alexandre de Moraes;
  • Jair Bolsonaro: Kassio Nunes Marques e André Mendonça;
  • Fernando Henrique Cardoso: Gilmar Mendes.

A cadeira de Barroso permanece vaga desde sua aposentadoria. Lula chegou a indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o posto, mas o Senado rejeitou o nome em abril de 2026, por 42 votos a 34, com uma abstenção.


Leia mais

Janones descarta ministério no governo Lula e diz que seguirá na Câmara

Lula se pronuncia sobre programas sociais e nega cortes nos benefícios


Senado terá palavra decisiva

A escolha dos ministros não depende exclusivamente do presidente. Pelo artigo 101 da Constituição Federal, cabe ao chefe do Executivo indicar os nomes, mas a nomeação precisa ser aprovada pela maioria absoluta do Senado, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores.

Antes da votação em plenário, o indicado passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O processo pode representar um desafio político para Lula, principalmente diante da nova composição do Senado a partir de 2027 e da resistência de parlamentares de oposição a determinadas indicações.

Portanto, a possibilidade de o presidente indicar sete ministros até 2031 depende do preenchimento das quatro vagas, da aprovação dos nomes pelos senadores e do calendário das aposentadorias.

Além disso, não significa que os futuros ministros terão alinhamento político com o governo, já que, depois de nomeados, passam a exercer suas funções com independência judicial.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Zé Trovão sobe o tom contra Motta e cogita candidatura à presidência da Câmara

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) anunciou que poderá disputar a presidência da Câmara dos Deputados em 2027 caso o Partido Liberal não apresente...

“Não há sonegação de informação”, diz Omar sobre dados do governo

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou nesta quinta-feira (29) que terá acesso às informações da atual gestão para preparar o diagnóstico...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Omar espera que Cidade regularize pagamentos do passe estudantil até dezembro

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou nesta quinta-feira (29) que espera que o governador Roberto Cidade (União Brasil) consiga quitar, até...

Voto distrital misto: como seria a eleição no Amazonas

Encerrada a eleição de 2026, os congressistas planejam uma reforma política e eleitoral que pode mudar o sistema brasileiro. No Senado, há consenso para...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Omar diz que não vai antecipar cobranças a Cidade durante transição

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou nesta quinta-feira (29/10) que não considera adequado cobrar medidas do governador Roberto Cidade (União Brasil)...

Omar Aziz se reúne com prefeitos e aliados após eleição

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), e a vice-governadora eleita, Alessandra Campêlo (PSD), se reuniram com lideranças políticas e representantes dos bois-bumbás...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Zé Trovão sobe o tom contra Motta e cogita candidatura à presidência da Câmara

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) anunciou que poderá disputar a presidência da Câmara dos Deputados em 2027 caso o Partido Liberal não apresente...

“Não há sonegação de informação”, diz Omar sobre dados do governo

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou nesta quinta-feira (29) que terá acesso às informações da atual gestão para preparar o diagnóstico...

Omar espera que Cidade regularize pagamentos do passe estudantil até dezembro

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou nesta quinta-feira (29) que espera que o governador Roberto Cidade (União Brasil) consiga quitar, até...

Voto distrital misto: como seria a eleição no Amazonas

Encerrada a eleição de 2026, os congressistas planejam uma reforma política e eleitoral que pode mudar o sistema brasileiro. No Senado, há consenso para...

Omar diz que não vai antecipar cobranças a Cidade durante transição

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou nesta quinta-feira (29/10) que não considera adequado cobrar medidas do governador Roberto Cidade (União Brasil)...

Omar Aziz se reúne com prefeitos e aliados após eleição

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), e a vice-governadora eleita, Alessandra Campêlo (PSD), se reuniram com lideranças políticas e representantes dos bois-bumbás...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]